Sinal de Courvoisier-Terrier: Diagnóstico em Icterícia Obstrutiva

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020

Enunciado

O sinal de Courvoisier-Terrier caracteriza-se pela presença de vesícula palpável, indolor, na vigência de icterícia. É mais comum em qual tipo de lesão abaixo?

Alternativas

  1. A) Tumor de Klatskin.
  2. B) Neoplasias periampulares.
  3. C) Carcinoma de vesícula biliar.
  4. D) Carcinoma hepatocelular.

Pérola Clínica

Sinal de Courvoisier-Terrier (vesícula palpável, indolor + icterícia) → Obstrução biliar distal por neoplasia (ex: periampular).

Resumo-Chave

O sinal de Courvoisier-Terrier indica uma obstrução do ducto biliar comum distal, geralmente causada por uma neoplasia (como câncer de cabeça de pâncreas ou ampuloma), que permite a dilatação gradual da vesícula biliar, tornando-a palpável e indolor. Cálculos biliares raramente causam este sinal devido à fibrose da vesícula.

Contexto Educacional

O sinal de Courvoisier-Terrier é um achado clínico clássico e de grande valor diagnóstico em pacientes com icterícia. Ele se manifesta como uma vesícula biliar palpável, geralmente indolor, na presença de icterícia. Este sinal é um forte indicativo de obstrução do ducto biliar comum distal por uma causa neoplásica, e não por colelitíase. A fisiopatologia por trás do sinal reside na natureza da obstrução. Em casos de neoplasias periampulares (como carcinoma de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal ou ampuloma), a obstrução do ducto biliar comum é gradual. Isso permite que a vesícula biliar se distenda progressivamente sem desenvolver inflamação aguda ou fibrose significativa, tornando-a palpável e não dolorosa. Em contraste, a obstrução por cálculos biliares geralmente leva a episódios de inflamação (colecistite) e fibrose da parede da vesícula, que impede sua dilatação e a torna não palpável ou dolorosa. Para residentes de gastroenterologia, cirurgia e clínica médica, o reconhecimento do sinal de Courvoisier-Terrier é crucial para direcionar a investigação diagnóstica. Sua presença deve levar à suspeita de malignidade e à realização de exames complementares como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, eventualmente, colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) ou colangiografia por ressonância magnética (CPRM) para confirmar a etiologia e planejar o tratamento.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o sinal de Courvoisier-Terrier?

O sinal de Courvoisier-Terrier é caracterizado pela presença de uma vesícula biliar palpável, geralmente indolor, em um paciente com icterícia. Ele sugere uma obstrução do ducto biliar comum distal, mais comumente por uma causa neoplásica.

Por que o sinal de Courvoisier-Terrier é mais comum em neoplasias periampulares?

Neoplasias periampulares (como câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal ou ampuloma) causam uma obstrução gradual do ducto biliar comum. Essa obstrução lenta permite que a vesícula biliar se dilate progressivamente sem inflamação aguda, tornando-a palpável e indolor.

Como o sinal de Courvoisier-Terrier ajuda a diferenciar a causa da icterícia obstrutiva?

A presença do sinal de Courvoisier-Terrier sugere fortemente uma causa maligna para a obstrução biliar, como uma neoplasia periampular. Em contraste, a icterícia obstrutiva por cálculos biliares raramente cursa com vesícula palpável e indolor, pois a inflamação crônica e a fibrose geralmente impedem a dilatação da vesícula.

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