Sinal de Courvoisier-Terrier: Implicações Clínicas

HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020

Enunciado

O sinal de Courvoisier-Terrier (icterícia e vesícula biliar palpável) é sugestivo de:

Alternativas

  1. A) Coledocolitíase
  2. B) Neoplasia de vesícula biliar
  3. C) Obstrução baixa das vias biliares por neoplasia
  4. D) Neoplasia hepática
  5. E) Nenhuma das alternativas

Pérola Clínica

Sinal de Courvoisier-Terrier (icterícia + vesícula palpável indolor) → Obstrução biliar distal por neoplasia.

Resumo-Chave

O sinal de Courvoisier-Terrier indica uma obstrução biliar distal, geralmente causada por uma neoplasia (como câncer de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma), que leva à dilatação da vesícula biliar sem inflamação, tornando-a palpável e indolor, associada à icterícia. Coledocolitíase raramente causa esse sinal.

Contexto Educacional

O sinal de Courvoisier-Terrier é um achado clínico importante na avaliação de pacientes com icterícia obstrutiva. Ele é definido pela presença de icterícia e uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor. Este sinal é altamente sugestivo de uma obstrução biliar distal causada por uma neoplasia, em vez de uma obstrução por cálculo biliar. A fisiopatologia por trás do sinal reside na natureza da obstrução. Em casos de obstrução maligna (como câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal ou tumores periampulares), a oclusão do ducto biliar comum é geralmente gradual e progressiva. Isso permite que a vesícula biliar se distenda sem desenvolver inflamação ou fibrose significativa, tornando-a palpável. Em contraste, a coledocolitíase frequentemente causa inflamação crônica da vesícula biliar (colecistite crônica), levando à fibrose e impedindo sua distensão, ou a obstrução pode ser intermitente, o que também impede a distensão persistente. A identificação do sinal de Courvoisier-Terrier deve alertar o médico para a alta probabilidade de uma etiologia maligna da icterícia obstrutiva, direcionando a investigação diagnóstica para exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdome, com foco na região pancreatobiliar, para confirmar a presença e a extensão da neoplasia. O manejo subsequente dependerá do tipo e estágio do tumor.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o sinal de Courvoisier-Terrier?

O sinal de Courvoisier-Terrier é caracterizado pela presença de icterícia associada a uma vesícula biliar palpável, geralmente indolor e distendida, em um paciente com obstrução das vias biliares.

Por que o sinal de Courvoisier-Terrier sugere neoplasia e não cálculo biliar?

O sinal sugere neoplasia porque a obstrução por um tumor (ex: cabeça de pâncreas) é progressiva e lenta, permitindo que a vesícula se distenda sem inflamação. Em contraste, cálculos biliares frequentemente causam inflamação crônica e fibrose da vesícula, impedindo sua distensão e tornando-a impalpável.

Quais são as principais causas malignas associadas ao sinal de Courvoisier-Terrier?

As principais causas malignas associadas a este sinal são o câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal (tumor de Klatskin tipo IV ou tumores do ducto biliar comum distal) e tumores periampulares.

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