SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2015
A patologia abdominal em que o sinal de Courvoisier-Terrier é característico é:
Sinal de Courvoisier-Terrier = vesícula palpável indolor + icterícia → Obstrução biliar distal por neoplasia (cabeça pâncreas).
O sinal de Courvoisier-Terrier indica uma obstrução biliar distal por uma massa neoplásica, como um câncer de cabeça de pâncreas, que impede a vesícula de se contrair e esvaziar, levando à sua dilatação e palpabilidade indolor, acompanhada de icterícia.
O sinal de Courvoisier-Terrier é um achado clínico importante que indica a presença de uma obstrução da via biliar distal por uma massa neoplásica. É caracterizado por uma vesícula biliar palpável, distendida e indolor, acompanhada de icterícia. Este sinal é classicamente associado ao câncer de cabeça de pâncreas, mas também pode ser observado em outras neoplasias periampulares, como colangiocarcinoma distal ou ampuloma. Sua identificação é crucial para o direcionamento diagnóstico e terapêutico. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto biliar comum abaixo da junção com o ducto cístico. Se a obstrução é causada por um cálculo (coledocolitíase), a vesícula geralmente já está fibrótica e não consegue se distender, não sendo palpável. No entanto, se a obstrução é por uma neoplasia, que se desenvolve mais lentamente, a vesícula biliar, que geralmente não tem doença prévia, consegue se distender e se torna palpável. A icterícia é progressiva e geralmente indolor. A presença do sinal de Courvoisier-Terrier deve levantar alta suspeita para malignidade e impulsionar uma investigação diagnóstica urgente com exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, se necessário, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) ou ultrassonografia endoscópica (USE) para biópsia e descompressão biliar. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da neoplasia subjacente.
O sinal de Courvoisier-Terrier é caracterizado pela presença de uma vesícula biliar palpável, distendida e indolor, associada à icterícia obstrutiva.
A principal causa é a obstrução da via biliar distal por uma neoplasia maligna, mais comumente o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, mas também pode ser colangiocarcinoma ou ampuloma.
Na colecistite aguda, a vesícula é geralmente dolorosa à palpação (sinal de Murphy positivo) e a icterícia é menos comum ou ausente, enquanto no sinal de Courvoisier-Terrier a vesícula é indolor e há icterícia proeminente.
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