Sinal de Courvoisier: Icterícia e Vesícula Palpável

HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Paciente com 65 anos de idade, do sexo feminino, apresentando quadro de icterícia obstrutiva associada ao Sinal de Curvoisier-Terrier. Diante desse quadro clínico, podemos suspeitar da seguinte patologia: 

Alternativas

  1. A) Pancreatite aguda;
  2. B) Colecistite aguda;
  3. C) Tumor de Klatskin; 
  4. D) Tumor de papila de Vater;
  5. E) Coledocolitíase.

Pérola Clínica

Sinal de Courvoisier-Terrier (vesícula palpável indolor + icterícia obstrutiva) → sugere obstrução biliar maligna distal (ex: tumor de papila de Vater, cabeça de pâncreas).

Resumo-Chave

O Sinal de Courvoisier-Terrier, caracterizado por icterícia obstrutiva e vesícula biliar palpável e indolor, é um forte indicativo de obstrução do ducto biliar comum por uma causa maligna distal à junção cística, como um tumor de papila de Vater ou de cabeça de pâncreas.

Contexto Educacional

O Sinal de Courvoisier-Terrier é um achado clínico clássico na medicina, caracterizado pela presença de icterícia obstrutiva associada a uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor. Este sinal é de grande importância diagnóstica, pois aponta para uma obstrução do ducto biliar comum por uma causa maligna localizada distalmente à junção do ducto cístico, como tumores da cabeça do pâncreas, da papila de Vater ou colangiocarcinomas distais. A fisiopatologia do Sinal de Courvoisier-Terrier reside no fato de que, em obstruções malignas distais, a vesícula biliar, que não possui inflamação crônica prévia (como na colelitíase), consegue se distender progressivamente devido ao acúmulo de bile. Em contraste, na coledocolitíase, a obstrução é frequentemente intermitente e a vesícula biliar costuma ter paredes espessadas e fibróticas devido a inflamações crônicas, impedindo sua distensão e tornando-a não palpável ou dolorosa. O diagnóstico diferencial da icterícia obstrutiva é amplo, mas a presença do Sinal de Courvoisier-Terrier direciona a investigação para neoplasias periampulares. O tratamento dependerá da etiologia específica, mas para tumores de papila de Vater ou cabeça de pâncreas, a ressecção cirúrgica (como a duodenopancreatectomia, ou cirurgia de Whipple) é a principal opção curativa, quando possível. O prognóstico varia conforme o tipo e estágio do tumor.

Perguntas Frequentes

O que é o Sinal de Courvoisier-Terrier e qual sua importância clínica?

É a presença de icterícia obstrutiva associada a uma vesícula biliar palpável e indolor. Sua importância é indicar uma obstrução do ducto biliar comum por uma causa maligna distal à junção do ducto cístico, como tumores de cabeça de pâncreas ou papila de Vater.

Quais são as principais causas de icterícia obstrutiva com vesícula biliar não palpável?

As causas mais comuns de icterícia obstrutiva com vesícula biliar não palpável são a coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum) e estenoses benignas, onde a inflamação prévia da vesícula impede sua distensão.

Como diferenciar um tumor de papila de Vater de um tumor de cabeça de pâncreas?

Ambos podem causar o sinal de Courvoisier. O tumor de papila de Vater tende a causar icterícia mais precoce e flutuante, e pode ser visualizado endoscopicamente. O tumor de cabeça de pâncreas pode ter outros sintomas como dor abdominal e perda de peso mais proeminentes.

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