FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
As vias biliares possuem um sistema complexo e de suma importância para a homeostase do organismo. Assim, qualquer descompensação ou obstrução em algum ponto desse sistema desencadeará desordens que podem seragudas ou crônicas, ambas prejudiciais para que o corpo consiga manter uma funcionalidade fisiológica normal. As doenças biliares malignas exigem diagnóstico e intervenção precoce. Apesar disso, seu acometimento insidioso e sua sintomatologia inicialmente inespecífica favorecem o diagnóstico tardio e com pouca ou nenhuma opção de tratamento curativo. Nesse contexto, quanto ao Sinal de Courvoisier-Terrier, é CORRETO afirmar:
Sinal de Courvoisier-Terrier: vesícula palpável indolor + icterícia → obstrução biliar baixa por neoplasia (ex: cabeça pâncreas).
O Sinal de Courvoisier-Terrier é caracterizado por icterícia e vesícula biliar palpável, não dolorosa e distendida. É altamente sugestivo de obstrução do ducto biliar comum em sua porção distal, geralmente causada por uma neoplasia maligna, como câncer de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma distal.
O Sinal de Courvoisier-Terrier é um achado clínico importante na avaliação de pacientes com icterícia. Ele se manifesta como uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor, acompanhada de icterícia. Sua presença é um forte indicativo de obstrução do ducto biliar comum em sua porção distal, sendo um sinal clássico de doença maligna. A fisiopatologia por trás do sinal reside na natureza da obstrução. Neoplasias, como o câncer de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma distal, causam uma obstrução gradual e progressiva. Isso permite que a vesícula biliar se distenda sem desenvolver inflamação aguda (colecistite), resultando em uma vesícula palpável e indolor. Em contraste, na coledocolitíase, a obstrução é frequentemente intermitente e associada a inflamação e fibrose da parede vesicular, tornando-a menos distensível e raramente palpável. O diagnóstico precoce de doenças biliares malignas é crucial, mas desafiador devido à sintomatologia inespecífica inicial. A identificação do Sinal de Courvoisier-Terrier deve alertar o clínico para a necessidade de investigação imediata com exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada, colangiopancreatografia por ressonância magnética - CPMR) e, se necessário, biópsia para confirmar a etiologia neoplásica e planejar a conduta terapêutica.
O Sinal de Courvoisier-Terrier é caracterizado pela presença de icterícia e uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor.
A principal causa é a obstrução baixa das vias biliares por neoplasias malignas, como o câncer de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma distal. A obstrução gradual permite a distensão da vesícula sem inflamação aguda.
A presença de uma vesícula palpável e indolor, associada à icterícia, é o principal diferencial. Em casos de coledocolitíase, a vesícula biliar raramente é palpável devido à inflamação crônica e fibrose, e a dor é um sintoma proeminente.
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