Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
O sinal de Courvoisier no exame abdominal é característico de qual diagnóstico ou condição?
Sinal de Courvoisier = vesícula palpável e indolor + icterícia → obstrução biliar por malignidade (tumor periampular).
O sinal de Courvoisier, caracterizado por uma vesícula biliar palpável e indolor em um paciente ictérico, indica obstrução do ducto biliar comum por uma massa maligna (como um tumor de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma), e não por cálculos biliares, que geralmente causam colecistite aguda com dor.
O sinal de Courvoisier é um achado clínico clássico e de grande valor diagnóstico na avaliação de pacientes com icterícia obstrutiva. Ele se refere à presença de uma vesícula biliar palpável e indolor em um paciente ictérico. A compreensão desse sinal é fundamental para residentes na diferenciação das causas de icterícia. A regra de Courvoisier postula que, se a vesícula biliar é palpável em um paciente com icterícia obstrutiva, a obstrução é provavelmente causada por uma malignidade (como um tumor periampular) e não por cálculos biliares. Isso ocorre porque a obstrução gradual por um tumor permite que a vesícula se distenda sem inflamação aguda, tornando-a palpável. Em contraste, a obstrução por cálculos geralmente leva a episódios de colecistite, resultando em uma vesícula fibrótica e contraída, que não é facilmente palpável. Os tumores periampulares incluem o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas (a causa mais comum), colangiocarcinoma distal, carcinoma da ampola de Vater e carcinoma duodenal. O diagnóstico precoce desses tumores é desafiador, mas o reconhecimento do sinal de Courvoisier pode direcionar a investigação para exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e biópsia para confirmação histopatológica.
É a presença de uma vesícula biliar palpável e indolor em um paciente com icterícia obstrutiva. Indica que a obstrução biliar é causada por uma massa maligna e não por cálculos.
Em casos de obstrução por cálculos, a vesícula biliar geralmente está inflamada e fibrótica devido a episódios prévios de colecistite, tornando-a não distensível e impalpável. Tumores causam obstrução gradual, permitindo a distensão da vesícula.
Os tumores mais comuns são o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal, carcinoma da ampola de Vater e, menos frequentemente, carcinoma duodenal.
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