SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Paciente procura ambulatório de Gastroenterologia com quadro de icterícia. No exame físico, presença de vesícula palpável, indolor. Esses achados definem o Sinal de Courvoisier. Dos tumores abaixo, qual não cursa com esse sinal:
Sinal de Courvoisier = icterícia + vesícula palpável indolor → obstrução biliar distal por neoplasia (exceto Klatskin).
O Sinal de Courvoisier indica obstrução biliar distal por uma massa neoplásica (como tumor de cabeça de pâncreas, papila ou colédoco distal) que impede a drenagem da bile, levando à dilatação da vesícula biliar. O colangiocarcinoma de Klatskin, por ser um tumor do ducto hepático comum na confluência, não causa dilatação da vesícula.
O Sinal de Courvoisier é um achado clínico importante na avaliação da icterícia obstrutiva, caracterizado pela presença de icterícia associada a uma vesícula biliar palpável e indolor. Este sinal é altamente sugestivo de obstrução biliar distal causada por uma neoplasia, como o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal ou tumor da papila duodenal. A vesícula biliar se dilata porque a obstrução é gradual e não inflamatória, permitindo sua distensão. É fundamental diferenciar essa apresentação da icterícia obstrutiva por cálculos biliares, onde a vesícula biliar, devido a inflamações prévias e fibrose, geralmente não é distensível e, portanto, não é palpável ou é dolorosa. O colangiocarcinoma de Klatskin, por sua vez, é um tipo de colangiocarcinoma que se localiza na confluência dos ductos hepáticos (obstrução proximal), não causando a dilatação da vesícula biliar e, consequentemente, não apresentando o Sinal de Courvoisier. A identificação do Sinal de Courvoisier direciona a investigação para causas neoplásicas, exigindo exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, frequentemente, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) ou colangiografia trans-hepática percutânea (CTP) para diagnóstico e descompressão biliar.
O Sinal de Courvoisier é a presença de icterícia associada a uma vesícula biliar palpável e indolor. Ele sugere obstrução biliar distal por uma neoplasia, diferenciando-a de obstrução por cálculos, onde a vesícula geralmente é fibrótica e não distensível.
O colangiocarcinoma de Klatskin é um tumor que se localiza na confluência dos ductos hepáticos, ou seja, é uma obstrução biliar proximal. Como a obstrução ocorre antes da vesícula biliar, ela não se dilata, e portanto, o sinal não está presente.
Os tumores que mais frequentemente causam o Sinal de Courvoisier são o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, o colangiocarcinoma distal (do colédoco distal) e o carcinoma da papila duodenal.
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