PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Sinal médico que define a presença de icterícia e de uma vesícula biliar distendida sem a presença de dor, denomina-se sinal de:
Icterícia + vesícula biliar distendida e indolor = Sinal de Courvoisier → obstrução biliar maligna distal.
O sinal de Courvoisier indica uma vesícula biliar palpável, distendida e indolor em um paciente ictérico. É classicamente associado à obstrução do ducto biliar comum por uma causa maligna distal, como um tumor na cabeça do pâncreas, colangiocarcinoma ou ampuloma, pois a obstrução gradual permite a distensão sem inflamação aguda.
Na semiologia abdominal, o sinal de Courvoisier é um achado clínico de grande importância, especialmente no contexto de icterícia obstrutiva. Ele se refere à presença de uma vesícula biliar palpável, distendida e, crucialmente, indolor, em um paciente que apresenta icterícia. Este sinal é um forte indicativo de uma etiologia maligna para a obstrução biliar. A fisiopatologia por trás do sinal de Courvoisier reside na natureza da obstrução. Quando a obstrução do ducto biliar comum é causada por um cálculo biliar, a inflamação crônica e a fibrose da parede da vesícula biliar geralmente impedem sua distensão. Além disso, a obstrução por cálculo é frequentemente intermitente ou aguda, causando dor. Em contraste, uma obstrução maligna (como um tumor na cabeça do pâncreas, colangiocarcinoma distal ou ampuloma) tende a ser gradual e progressiva. Essa progressão lenta permite que a vesícula biliar se distenda sem desenvolver inflamação aguda, resultando em um achado indolor. Portanto, a presença do sinal de Courvoisier deve alertar o clínico para a possibilidade de uma neoplasia obstrutiva do trato biliar ou pancreático, exigindo investigação diagnóstica imediata com exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, se necessário, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) ou colangiografia por ressonância magnética (CPRM).
O sinal de Courvoisier indica a presença de icterícia e uma vesícula biliar palpável, distendida e indolor, sugerindo uma obstrução do ducto biliar comum por uma causa maligna distal, como um tumor na cabeça do pâncreas.
A obstrução biliar maligna geralmente ocorre de forma gradual, permitindo que a vesícula biliar se distenda lentamente sem desenvolver inflamação aguda (colecistite), o que resultaria em dor.
A principal causa é o câncer de cabeça de pâncreas, mas também pode ser observado em colangiocarcinoma distal ou ampuloma, que causam obstrução biliar progressiva.
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