SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Qual dentre as seguintes características clínicas é mais comumente associada à obstrução maligna do ducto biliar comum (CBD) do que à coledocolitíase?
Sinal de Courvoisier (vesícula palpável + icterícia) → obstrução maligna distal do ducto biliar.
O Sinal de Courvoisier, caracterizado por icterícia e vesícula biliar palpável e indolor, é mais sugestivo de obstrução maligna distal do ducto biliar comum (ex: câncer de cabeça de pâncreas) do que de coledocolitíase, pois na coledocolitíase a vesícula geralmente é fibrótica e não distende.
A diferenciação entre obstrução biliar maligna e coledocolitíase é um desafio diagnóstico importante na prática clínica, com implicações significativas para o manejo do paciente. A icterícia é um sintoma comum a ambas as condições, mas suas características associadas podem fornecer pistas valiosas. A obstrução maligna, frequentemente causada por tumores periampulares (como câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal ou ampuloma), tende a causar uma obstrução gradual e progressiva do ducto biliar comum. Isso leva a uma icterícia que se aprofunda com o tempo e é tipicamente indolor. O Sinal de Courvoisier, a presença de uma vesícula biliar palpável e não dolorosa em um paciente ictérico, é um achado clássico dessa condição. A vesícula distende-se porque não há inflamação prévia que a torne fibrótica e incapaz de expandir. Em contraste, a coledocolitíase, que é a presença de cálculos no ducto biliar comum, geralmente causa obstrução intermitente ou completa, mas frequentemente associada a episódios de dor abdominal tipo cólica biliar. A icterícia pode ser flutuante, melhorando e piorando. Nesses casos, a vesícula biliar, que muitas vezes já foi afetada por colecistite crônica, é fibrótica e não consegue distender-se, tornando o Sinal de Courvoisier incomum. Outras características que favorecem a malignidade incluem perda de peso inexplicada, anorexia e marcadores tumorais elevados.
É a presença de uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor, associada à icterícia. Sua importância é que sugere uma obstrução maligna distal do ducto biliar comum, como um tumor de cabeça de pâncreas.
Na obstrução maligna, a vesícula biliar não inflamada previamente pode distender-se. Na coledocolitíase crônica, a vesícula biliar frequentemente já sofreu inflamação e fibrose, tornando-a incapaz de distender-se significativamente.
A obstrução maligna tende a causar icterícia progressiva e indolor, perda de peso e anorexia. A coledocolitíase frequentemente apresenta icterícia flutuante, dor abdominal tipo cólica biliar e pode cursar com colangite aguda.
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