Sinal de Courvoisier: Obstrução Biliar Maligna vs. Coledocolitíase

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

Qual dentre as seguintes características clínicas é mais comumente associada à obstrução maligna do ducto biliar comum (CBD) do que à coledocolitíase?

Alternativas

  1. A) Icterícia flutuante associada a episódios de dor abdominal.
  2. B) Episódios de dor abdominal intermitentes com duração inferior a seis horas.
  3. C) Elevações séricas de enzimas pancreáticas sem achados de imagem de pancreatite aguda.
  4. D) Sinal de Courvoisier que representa uma vesícula biliar palpável no exame físico.
  5. E) Aumentos nos níveis séricos de amilase e lipase superiores a três vezes o limite superior do normal.

Pérola Clínica

Sinal de Courvoisier (vesícula palpável + icterícia) → obstrução maligna distal do ducto biliar.

Resumo-Chave

O Sinal de Courvoisier, caracterizado por icterícia e vesícula biliar palpável e indolor, é mais sugestivo de obstrução maligna distal do ducto biliar comum (ex: câncer de cabeça de pâncreas) do que de coledocolitíase, pois na coledocolitíase a vesícula geralmente é fibrótica e não distende.

Contexto Educacional

A diferenciação entre obstrução biliar maligna e coledocolitíase é um desafio diagnóstico importante na prática clínica, com implicações significativas para o manejo do paciente. A icterícia é um sintoma comum a ambas as condições, mas suas características associadas podem fornecer pistas valiosas. A obstrução maligna, frequentemente causada por tumores periampulares (como câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal ou ampuloma), tende a causar uma obstrução gradual e progressiva do ducto biliar comum. Isso leva a uma icterícia que se aprofunda com o tempo e é tipicamente indolor. O Sinal de Courvoisier, a presença de uma vesícula biliar palpável e não dolorosa em um paciente ictérico, é um achado clássico dessa condição. A vesícula distende-se porque não há inflamação prévia que a torne fibrótica e incapaz de expandir. Em contraste, a coledocolitíase, que é a presença de cálculos no ducto biliar comum, geralmente causa obstrução intermitente ou completa, mas frequentemente associada a episódios de dor abdominal tipo cólica biliar. A icterícia pode ser flutuante, melhorando e piorando. Nesses casos, a vesícula biliar, que muitas vezes já foi afetada por colecistite crônica, é fibrótica e não consegue distender-se, tornando o Sinal de Courvoisier incomum. Outras características que favorecem a malignidade incluem perda de peso inexplicada, anorexia e marcadores tumorais elevados.

Perguntas Frequentes

O que é o Sinal de Courvoisier e qual sua importância clínica?

É a presença de uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor, associada à icterícia. Sua importância é que sugere uma obstrução maligna distal do ducto biliar comum, como um tumor de cabeça de pâncreas.

Por que o Sinal de Courvoisier é mais comum na obstrução maligna do que na coledocolitíase?

Na obstrução maligna, a vesícula biliar não inflamada previamente pode distender-se. Na coledocolitíase crônica, a vesícula biliar frequentemente já sofreu inflamação e fibrose, tornando-a incapaz de distender-se significativamente.

Quais outras características clínicas diferenciam obstrução biliar maligna de coledocolitíase?

A obstrução maligna tende a causar icterícia progressiva e indolor, perda de peso e anorexia. A coledocolitíase frequentemente apresenta icterícia flutuante, dor abdominal tipo cólica biliar e pode cursar com colangite aguda.

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