UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
O sinal de Courvoisier é encontrado no(a):
Sinal de Courvoisier = Vesícula biliar palpável, indolor + Icterícia obstrutiva → Tumor periampular (exclui cálculo biliar).
O sinal de Courvoisier é a presença de uma vesícula biliar palpável e indolor em um paciente com icterícia obstrutiva. É classicamente associado a tumores periampulares (cabeça do pâncreas, ampola de Vater, colédoco distal), pois a obstrução gradual permite a dilatação da vesícula sem inflamação aguda.
O sinal de Courvoisier é um achado clínico importante na avaliação de pacientes com icterícia obstrutiva. Ele é definido pela presença de uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor, em conjunto com icterícia. Este sinal é classicamente associado a causas malignas de obstrução biliar distal, como tumores periampulares. A fisiopatologia por trás do sinal de Courvoisier reside na natureza da obstrução. Quando a obstrução do ducto biliar comum é causada por um cálculo, a vesícula biliar geralmente já teve episódios de inflamação (colecistite) que resultam em fibrose e espessamento de sua parede, impedindo-a de dilatar e ser palpável. Em contraste, tumores periampulares (como câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal ou ampuloma) causam uma obstrução gradual e progressiva do ducto biliar, sem inflamação prévia da vesícula, permitindo que ela se distenda e se torne palpável. A identificação do sinal de Courvoisier deve levantar uma forte suspeita de malignidade e direcionar a investigação para a região periampular, geralmente com exames de imagem como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, se necessário, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) ou ultrassonografia endoscópica (USE) para diagnóstico e estadiamento.
O sinal de Courvoisier é caracterizado pela presença de uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor, em um paciente com icterícia obstrutiva. É um achado importante no exame físico abdominal.
Em casos de obstrução por cálculo biliar, a vesícula geralmente já sofreu episódios inflamatórios prévios (colecistite), levando a fibrose e espessamento da parede, o que impede sua dilatação e palpação. Tumores periampulares causam obstrução gradual, permitindo a dilatação da vesícula sem inflamação prévia.
As principais causas são tumores malignos que obstruem o ducto biliar distal, como câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal, ampuloma (tumor da ampola de Vater) e, menos comumente, tumores duodenais.
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