UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
O sinal de Battle aparece em que condição clínica?
Sinal de Battle = Equimose retroauricular → Fratura de base de crânio (TCE).
O sinal de Battle, caracterizado por equimose retroauricular, é um achado tardio (24-48h) de fratura de base de crânio, especialmente na porção petrosa do osso temporal, após um Trauma Cranioencefálico (TCE). Sua presença indica a necessidade de investigação aprofundada.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo, exigindo uma avaliação rápida e precisa para identificar lesões potencialmente fatais. A identificação de sinais específicos, como o sinal de Battle, é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, especialmente em ambientes de emergência. O sinal de Battle é uma manifestação tardia de fratura de base de crânio, caracterizado por equimose na região mastoidea (retroauricular). Ele ocorre devido ao extravasamento de sangue de vasos fraturados na base do crânio para os tecidos moles adjacentes. Geralmente, aparece 24 a 48 horas após o trauma, o que significa que sua ausência inicial não exclui uma fratura. Sua presença, no entanto, é um sinal de alerta para uma lesão significativa. Ao identificar o sinal de Battle, a conduta deve incluir a imobilização cervical, avaliação neurológica completa e exames de imagem, como a tomografia computadorizada de crânio, para confirmar a fratura e descartar outras lesões intracranianas. O manejo subsequente dependerá da extensão da fratura e da presença de complicações como fístulas liquóricas ou lesões vasculares. É um conceito fundamental para residentes que atuam em emergência e trauma.
O sinal de Battle é uma equimose (mancha roxa) localizada na região retroauricular (atrás da orelha), que surge 24-48 horas após um trauma e é um forte indicativo de fratura de base de crânio, especialmente na porção petrosa do osso temporal.
Outros sinais incluem o sinal do guaxinim (equimose periorbitária), otorragia (sangramento pelo ouvido), rinorreia ou otorreia de líquor (saída de líquor pelo nariz ou ouvido) e hemotímpano.
A identificação do sinal de Battle em um paciente com histórico de trauma cranioencefálico exige investigação imediata, geralmente com tomografia computadorizada de crânio, para confirmar a fratura de base e avaliar possíveis complicações intracranianas.
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