UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Ainda relacionado ao ambulatório de espuma, uma paciente veio queixando-se de edema assimétrico no membro inferior esquerdo, em coxa e perna após 10 dias de escleroterapia. Ao exame físico, nota-se dor à palpação da panturrilha ao pressioná-la contra estrutura óssea. O nome deste sinal realizado durante o exame propedêutico vascular é:
Dor à compressão da panturrilha contra o osso = Sinal de Bancroft (sugestivo de TVP).
O sinal de Bancroft (ou de Moses) indica sensibilidade muscular profunda, comum na TVP, diferenciando-se de outros sinais pela direção da compressão.
O diagnóstico clínico da Trombose Venosa Profunda (TVP) é desafiador devido à baixa especificidade dos sinais físicos. O Sinal de Bancroft é um dos componentes da semiologia vascular clássica, indicando que a compressão do coágulo e da veia inflamada contra o plano ósseo gera estímulo doloroso. No contexto pós-escleroterapia com espuma, o surgimento de edema assimétrico e dor à palpação deve alertar o médico para a possibilidade de TVP ou de uma reação inflamatória intensa (tromboflebite superficial). A diferenciação entre os epônimos (Bancroft, Homans, Lowenberg, Bandeira) é frequente em provas de residência e títulos de especialista, exigindo do candidato o domínio da técnica de execução de cada manobra. Atualmente, a conduta diante de um sinal de Bancroft positivo é a realização de ultrassonografia com Doppler para confirmação diagnóstica e início imediato da anticoagulação se necessário.
O Sinal de Bancroft, também amplamente conhecido na literatura médica como Sinal de Moses, é caracterizado pela presença de dor aguda ou desconforto significativo quando o examinador realiza a palpação da musculatura da panturrilha, pressionando-a firmemente contra a estrutura óssea subjacente (a tíbia). Este sinal é considerado positivo quando a dor é desencadeada por essa compressão anteroposterior. Ele reflete a inflamação dos tecidos profundos e a distensão venosa causadas por um trombo, sendo um dos achados clássicos, embora inespecíficos, no exame físico de pacientes com suspeita de Trombose Venosa Profunda (TVP) nos membros inferiores.
A principal diferença reside na manobra executada para despertar a dor. O Sinal de Bancroft é pesquisado através da compressão direta e manual da panturrilha contra o plano ósseo. Já o Sinal de Homans é pesquisado através da dorsiflexão passiva e forçada do pé, com o paciente em decúbito dorsal e o joelho levemente flexionado ou estendido; a dor referida na panturrilha durante esse movimento caracteriza o sinal positivo. Historicamente, o Sinal de Homans é o mais citado, mas ambos possuem baixa sensibilidade e especificidade, não devendo ser utilizados isoladamente para confirmar ou excluir um diagnóstico de TVP sem o auxílio de exames complementares.
Na medicina moderna, os sinais físicos clássicos como Bancroft, Homans, Lowenberg (dor à insuflação do manguito de esfigmomanômetro) e o Sinal da Bandeira (redução da mobilidade lateral da panturrilha) têm utilidade limitada quando usados de forma isolada. Sua principal função atual é compor a avaliação clínica inicial que alimenta escores de probabilidade pré-teste, como o Escore de Wells. Quando um paciente apresenta sinais inflamatórios, edema assimétrico e sinais propedêuticos positivos, a probabilidade clínica de TVP aumenta, justificando a investigação imediata com Ultrassonografia Doppler Vascular, que é o padrão-ouro para confirmação diagnóstica e decisão terapêutica.
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