Sinal de Babinski: Indicador de Lesão do NMS

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 65 anos com história de acidente vascular encefálico há cerca de 20 meses, procurou atendimento com queixa de dor no membro inferior direito. Ao exame foi observada a presença do sinal de Babinski a direita. A presença deste sinal clássico da semiologia neurológica sugere:

Alternativas

  1. A) Lesão do neurônio motor inferior
  2. B) Lesão na junção neuromuscular
  3. C) Lesão do neurônio motor superior
  4. D) Lesão muscular

Pérola Clínica

Sinal de Babinski = lesão do neurônio motor superior (trato corticoespinhal).

Resumo-Chave

O sinal de Babinski é um reflexo cutâneo plantar extensor patológico que indica uma lesão no trato corticoespinhal, ou seja, uma lesão do neurônio motor superior, frequentemente associado a condições como AVE, esclerose múltipla ou lesões medulares.

Contexto Educacional

O sinal de Babinski é um dos reflexos patológicos mais importantes na semiologia neurológica, sendo um indicador clássico de disfunção do trato corticoespinhal, que faz parte do sistema do neurônio motor superior (NMS). O trato corticoespinhal é responsável pelo controle voluntário dos movimentos e pela modulação dos reflexos espinhais. Em adultos, a presença do sinal de Babinski (dorsiflexão do hálux e abdução dos outros dedos em resposta à estimulação plantar) é sempre patológica, exceto em lactentes jovens, onde é fisiológico até cerca de 12-18 meses de idade. Uma lesão do neurônio motor superior, como a observada em pacientes com sequelas de acidente vascular encefálico (AVE), resulta na perda da inibição descendente sobre os reflexos espinhais. Isso leva a um conjunto de sinais e sintomas que incluem fraqueza muscular (paresia ou paralisia), aumento do tônus muscular (espasticidade), hiperreflexia profunda e a presença de reflexos patológicos, como o Babinski. A diferenciação entre lesões de NMS e neurônio motor inferior (NMI) é crucial para o diagnóstico topográfico e etiológico de diversas doenças neurológicas. Para residentes e estudantes, o domínio da semiologia neurológica, incluindo a correta pesquisa e interpretação do sinal de Babinski, é fundamental. Ele não apenas auxilia no diagnóstico de localização da lesão, mas também no acompanhamento da evolução de doenças neurológicas. A presença persistente de Babinski em um paciente com AVE prévio, por exemplo, confirma a natureza da lesão e a persistência do comprometimento do trato piramidal.

Perguntas Frequentes

O que é o sinal de Babinski e como ele é pesquisado?

O sinal de Babinski é um reflexo cutâneo plantar extensor, onde a estimulação da borda lateral da planta do pé provoca a dorsiflexão do hálux e a abdução dos outros dedos.

Quais são as principais características de uma lesão do neurônio motor superior (NMS)?

As características incluem fraqueza muscular (paresia/paralisia), hipertonia (espasticidade), hiperreflexia, clônus e a presença de reflexos patológicos como o sinal de Babinski.

Em quais condições clínicas o sinal de Babinski pode ser encontrado?

Pode ser encontrado em condições que afetam o trato corticoespinhal, como acidente vascular encefálico (AVE), esclerose múltipla, lesões medulares, tumores cerebrais e traumatismos cranianos.

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