UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 34 anos, que quer engravidar, realiza ultrassonografias seriadas a fim de programar o coito. Laudo da US de hoje: 5 imagens no ovário direito, regulares, anecóicas, homogêneas, com menos de 10mm em seu maior diâmetro; no ovário esquerdo, 1 imagem de bordas irregulares, com conteúdo heterogêneo, parcialmente hipoecogênico, presença de halo vascular ao Doppler; endométrio de aspecto hiperecogênico, homogêneo, medindo 9,5mm de espessura; fundo de saco posterior com pequena quantidade de líquido livre. Sobre a ovulação e fase do ciclo menstrual, pode-se afirmar, que essa paciente:
Corpo lúteo (heterogêneo, halo vascular) + endométrio hiperecogênico + líquido livre = Fase lútea pós-ovulatória.
A presença de um corpo lúteo (imagem heterogênea com halo vascular), endométrio espessado e hiperecogênico (secretor) e líquido livre no fundo de saco são os achados ultrassonográficos clássicos que confirmam a ocorrência da ovulação, situando a paciente na fase lútea.
A monitorização ultrassonográfica da ovulação é uma ferramenta fundamental na medicina reprodutiva, utilizada para otimizar as chances de concepção em ciclos naturais ou induzidos. A avaliação seriada permite identificar o crescimento do folículo dominante, predizer o momento da ovulação e confirmar sua ocorrência, orientando práticas como o coito programado ou a inseminação intrauterina. Fisiologicamente, após o pico de LH, o folículo se rompe liberando o oócito. A estrutura remanescente se transforma no corpo lúteo, responsável pela produção de progesterona. No ultrassom, essa transição é visível: o folículo anecoico dá lugar a uma imagem de paredes espessas, conteúdo ecogênico (hemorrágico) e vascularização periférica intensa ao Doppler ('anel de fogo'). Simultaneamente, a progesterona age no endométrio, tornando-o espesso e hiperecogênico (secretor), e uma pequena quantidade de líquido folicular pode ser vista no fundo de saco. O diagnóstico ultrassonográfico de ovulação recente se baseia na combinação desses achados. A identificação de um corpo lúteo, um endométrio secretor e líquido livre no fundo de saco confirma que a paciente já ovulou e está na fase lútea. Essa confirmação é crucial para o manejo da infertilidade, garantindo que a intervenção ocorra no período de máxima fertilidade.
Os sinais incluem a presença de um corpo lúteo (imagem de paredes irregulares, conteúdo heterogêneo e halo vascular ao Doppler), um endométrio com aspecto secretor (hiperecogênico e espessado, >7mm) e a presença de pequena quantidade de líquido livre no fundo de saco posterior.
O folículo dominante é uma estrutura anecoica (preta), de paredes finas e regulares. Após a ovulação, ele se transforma no corpo lúteo, que tem paredes mais espessas e irregulares, conteúdo interno heterogêneo (hemorrágico) e um característico halo vascular periférico ao Doppler ('anel de fogo').
O líquido livre é o fluido folicular que é liberado durante a ruptura do folículo no momento da ovulação. Sua presença em pequena quantidade é um sinal indireto, mas sugestivo, de que a ovulação ocorreu recentemente.
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