IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
O ultrassom da glandula tireoide pode evidenciar sinais sugestivos de malignidade. Dentre as opções abaixo, qual a que evidencia achados com maior risco de malignidade?
Nódulo tireoidiano hipoecóico + microcalcificações + 'mais alto que largo' → alto risco de malignidade.
A combinação de hipoecogenicidade, microcalcificações e o formato 'mais alto que largo' (indicando crescimento invasivo) são os sinais ultrassonográficos mais preditivos de malignidade em nódulos tireoidianos, frequentemente associados ao carcinoma papilífero.
A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na endocrinologia e cirurgia de cabeça e pescoço, sendo o ultrassom o método de imagem inicial. A prevalência de nódulos é alta, mas a maioria é benigna, tornando crucial a identificação dos sinais de malignidade para evitar biópsias desnecessárias e garantir o diagnóstico precoce de câncer. Sinais ultrassonográficos como hipoecogenicidade (nódulo mais escuro que o parênquima adjacente), microcalcificações (pontos ecogênicos menores que 1-2 mm), margens irregulares, formato 'mais alto que largo' (diâmetro anteroposterior maior que o transverso) e fluxo vascular intranodular são altamente sugestivos de malignidade. Estes achados são frequentemente associados ao carcinoma papilífero, o tipo mais comum de câncer de tireoide. A correta interpretação desses sinais, muitas vezes guiada por sistemas como o TIRADS, é fundamental para decidir a necessidade de punção aspirativa por agulha fina (PAAF). O manejo adequado dos nódulos tireoidianos depende da estratificação de risco, que combina os achados ultrassonográficos com dados clínicos do paciente, otimizando a conduta e o prognóstico.
Os principais sinais incluem hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, formato 'mais alto que largo' e fluxo vascular intranodular, que aumentam a suspeita de malignidade.
O formato 'mais alto que largo' sugere crescimento invasivo do nódulo em direção à cápsula tireoidiana, sendo um forte preditor de malignidade, especialmente carcinoma papilífero.
O sistema TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição dos achados ultrassonográficos e estratifica o risco de malignidade, orientando a conduta e a necessidade de biópsia.
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