INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
Paciente de 30 anos vítima de acidente motocicleta colisão com um poste. Deu entrada no pronto-socorro confuso, hipotenso e perfusão capilar diminuída. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa CORRETA:
Choque hipovolêmico → Taquicardia e vasoconstrição cutânea = sinais mais precoces em adultos.
Em um paciente traumatizado com sinais de choque, como confusão, hipotensão e perfusão capilar diminuída, os mecanismos compensatórios iniciais do corpo para manter a perfusão de órgãos vitais são o aumento da frequência cardíaca (taquicardia) e a vasoconstrição periférica. Estes são os sinais mais precoces de perda volêmica significativa em adultos, antes mesmo da queda acentuada da pressão arterial.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência caracterizada pela perda aguda de volume intravascular, levando à perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. Em pacientes vítimas de trauma, como o caso descrito, a hemorragia é a causa mais comum de choque hipovolêmico. O reconhecimento precoce e o manejo agressivo são vitais para a sobrevida do paciente, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Os sinais e sintomas do choque hipovolêmico progridem com a perda de volume. Em adultos, os mecanismos compensatórios, como a ativação do sistema nervoso simpático, levam a taquicardia e vasoconstrição periférica para manter a perfusão cerebral e cardíaca. Por isso, taquicardia, pele fria e pálida, tempo de enchimento capilar prolongado e alterações do estado mental (ansiedade, confusão) são os sinais mais precoces de hipovolemia significativa. A hipotensão arterial é um sinal tardio e indica que os mecanismos compensatórios estão falhando. O manejo inicial do choque hipovolêmico no trauma envolve o controle da hemorragia, a reposição volêmica agressiva com cristaloides (e hemoderivados em caso de hemorragia maciça) e a busca ativa e tratamento da causa da perda de sangue. A monitorização contínua dos sinais vitais e da resposta à ressuscitação é essencial para guiar a terapia e prevenir a progressão para choque irreversível e falência de múltiplos órgãos.
Os sinais mais precoces de choque hipovolêmico em adultos são taquicardia (aumento da frequência cardíaca), vasoconstrição cutânea (pele fria, pálida, tempo de enchimento capilar prolongado) e alterações do estado mental, como ansiedade ou confusão. A pressão arterial pode se manter normal inicialmente devido à compensação.
A pressão sistólica não é um indicador precoce confiável porque o corpo possui mecanismos compensatórios, como a vasoconstrição periférica e o aumento da frequência cardíaca, que podem manter a pressão arterial em níveis normais ou quase normais por um tempo, mesmo diante de uma perda volêmica significativa. A hipotensão é um sinal tardio e grave de choque descompensado.
A avaliação da perfusão capilar (tempo de enchimento capilar) é crucial, pois reflete o estado da microcirculação e a adequação da perfusão tecidual. Um tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos) é um sinal de hipoperfusão periférica e um indicador precoce de choque, mesmo antes da hipotensão franca.
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