UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2019
Lactente menor de dois meses de idade, em aleitamento materno exclusivo, é levado ao Pronto Atendimento por apresentar tosse, febre baixa e (recusa persistente) do seio materno nas últimas 24 horas. Exame físico: Frequência Respiratória: 40 irpm, sem tiragem. Segundo as normas do Ministério da Saúde, a melhor conduta é:
Lactente < 2 meses com recusa alimentar persistente ou febre → sinal de perigo grave → referir imediatamente ao hospital.
Em lactentes com menos de dois meses, qualquer sinal de perigo como recusa alimentar persistente, febre, letargia, convulsões ou dificuldade respiratória, mesmo sem tiragem, exige encaminhamento hospitalar imediato para investigação e tratamento.
Lactentes menores de dois meses de idade são particularmente vulneráveis a infecções graves e têm uma capacidade limitada de compensar descompensações fisiológicas. Por isso, a presença de qualquer sinal de perigo nessa faixa etária deve ser considerada uma emergência médica, exigindo avaliação e manejo hospitalar imediatos. A febre, mesmo que baixa, e a recusa persistente do seio materno são indicativos de gravidade. A fisiopatologia da gravidade em lactentes jovens está relacionada à imaturidade do sistema imunológico, à menor reserva fisiológica e à dificuldade em expressar sintomas de forma clara. Uma infecção que em uma criança mais velha seria leve, pode rapidamente progredir para sepse ou choque em um recém-nascido ou lactente jovem. A frequência respiratória de 40 irpm, embora dentro do limite superior da normalidade para essa idade, associada à tosse e recusa alimentar, reforça a necessidade de investigação. As normas do Ministério da Saúde, frequentemente baseadas no protocolo AIDPI (Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância), preconizam o encaminhamento imediato a um hospital para qualquer lactente menor de dois meses que apresente sinais de perigo, como os descritos na questão. Isso permite uma investigação diagnóstica completa, incluindo exames laboratoriais e de imagem, e o início de tratamento adequado, como antibioticoterapia empírica para sepse, se indicado, minimizando o risco de complicações graves e mortalidade.
Os principais sinais de perigo incluem recusa persistente do seio materno, convulsões, letargia ou inconsciência, dificuldade respiratória (tiragem subcostal, gemência, batimento de asa de nariz), febre (>37,5°C) ou hipotermia (<35,5°C), e pele ou olhos amarelados.
A recusa alimentar persistente em lactentes menores de dois meses é um sinal de alerta grave porque pode indicar uma infecção sistêmica grave (sepse), desidratação ou outra condição médica séria que requer avaliação e tratamento hospitalar urgentes.
O protocolo AIDPI (Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância) padroniza a avaliação e o manejo de crianças doentes, focando na identificação rápida de sinais de perigo para garantir o encaminhamento e tratamento adequados, especialmente em locais com recursos limitados.
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