HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Homem, de 26 anos de idade, foi vítima de colisão moto versus carro. Foi trazido à unidade de emergência pelo serviço de pré-hospitalar (SAMU), com suspeita de lesão arterial em membro inferior direito. Qual é a alteração do exame físico que, caso presente neste paciente NÃO será um sinal maior de lesão arterial grave?
Pulso diminuído, mas palpável, é sinal menor de lesão arterial; ausência de pulso, palidez, poiquilotermia, frêmito/sopro são sinais maiores.
No trauma vascular, é crucial diferenciar sinais maiores (hard signs) de lesão arterial, que indicam cirurgia imediata, dos sinais menores (soft signs), que requerem investigação adicional. Um pulso diminuído, mas palpável, é um sinal menor, enquanto a ausência de pulso é um sinal maior de isquemia grave.
O trauma vascular é uma condição de emergência que pode levar a perda de membro ou morte se não for prontamente diagnosticado e tratado. A epidemiologia mostra que lesões arteriais são comuns em traumas penetrantes e contusos de alta energia, como colisões veiculares. A importância clínica reside na necessidade de uma avaliação rápida e precisa para identificar lesões que comprometem a perfusão tecidual e exigem intervenção cirúrgica imediata. O reconhecimento dos sinais de lesão arterial é uma habilidade fundamental para qualquer profissional de emergência. A fisiopatologia da lesão arterial envolve a interrupção do fluxo sanguíneo para os tecidos distais, resultando em isquemia. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado no exame físico. Os sinais são classificados em 'maiores' (hard signs) e 'menores' (soft signs). Sinais maiores, como ausência de pulso, palidez, poiquilotermia, parestesia, paralisia e dor intensa (os 6 Ps da isquemia), ou hemorragia pulsátil e frêmito/sopro, indicam alta probabilidade de lesão grave e a necessidade de exploração cirúrgica. Em contraste, sinais menores, como um pulso diminuído mas palpável, hematoma não expansivo ou histórico de sangramento, sugerem a necessidade de investigação adicional, como angiotomografia, para confirmar ou excluir a lesão. O tratamento definitivo envolve a reparação cirúrgica do vaso lesionado. Residentes devem dominar a avaliação vascular no trauma para garantir o melhor prognóstico para os pacientes, evitando atrasos que podem levar à perda de membro ou outras complicações isquêmicas.
Os sinais maiores de lesão arterial grave incluem hemorragia pulsátil, hematoma expansivo ou pulsátil, ausência de pulsos distais, frêmito palpável ou sopro audível no local da lesão, e sinais de isquemia aguda (dor, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia).
A diferenciação é crucial porque os sinais maiores indicam uma alta probabilidade de lesão arterial significativa que requer exploração cirúrgica imediata. Os sinais menores, por outro lado, sugerem a necessidade de investigação adicional (como angiotomografia) antes de uma intervenção invasiva.
Os sinais menores de lesão arterial incluem história de hemorragia no local, hematoma não expansivo, pulso diminuído mas palpável, déficit neurológico não atribuível a lesão nervosa direta, e fratura próxima a um vaso importante.
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