Sinais de Kernig e Brudzinski: Como Diferenciar no Exame

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Vinicius, 16 anos, interno de uma instituição para menores, com aparência saudável até esta manhã, desenvolveu cefaleia e febre de 41ºC. Nas duas horas seguintes, ele apresentou rigidez de nuca e vômitos. Foi levado ao Pronto- Socorro do Hospital Pequeno Príncipe quando passou a apresentar um estado mental alterado. Nenhuma outra pessoa da instituição apresentava tais sintomas. No hospital, sua frequência cardíaca é de 140 bpm, a pressão arterial é de 120/80 mmHg, a frequência respiratória é de 26 mpm e a temperatura é de 40ºC. Apresenta atitude combativa, não reconhece o local onde se encontra e não é capaz de seguir instruções. Apresenta sinal de Kernig e Brudzinski positivos. Sobre o caso clínico apresentado, assinale certo ou errado para a afirmação a seguir. O Sinal de Kernig positivo é um achado físico consistente em um paciente com meningite. Para realizá-lo, deixamos o paciente em decúbito dorsal, o pescoço é passivelmente flexionado, resultando em flexão involuntária do joelho e da articulação coxofemoral.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Kernig = Dor/resistência à extensão do joelho com quadril flexionado; Brudzinski = Flexão do pescoço → flexão de joelhos.

Resumo-Chave

O enunciado inverteu a descrição: a flexão involuntária das pernas ao fletir o pescoço é o sinal de Brudzinski, não o de Kernig.

Contexto Educacional

A irritação meníngea provoca uma tensão reflexa na musculatura espinhal para evitar o estiramento das meninges inflamadas. Os sinais clássicos de Kernig e Brudzinski foram descritos no final do século XIX e continuam sendo pilares do exame físico neurológico. Na prática clínica, a rigidez de nuca é o sinal mais comum, mas a presença de Kernig ou Brudzinski em um paciente com febre e cefaleia aumenta drasticamente a probabilidade de meningite bacteriana. É crucial não confundir as manobras: Kernig foca na perna/joelho, enquanto Brudzinski foca na resposta reflexa à flexão do pescoço.

Perguntas Frequentes

Como realizar o sinal de Kernig corretamente?

O sinal de Kernig é pesquisado com o paciente em decúbito dorsal. O examinador flexiona a coxa do paciente sobre o quadril em um ângulo de 90 graus e, em seguida, tenta estender passivamente o joelho. O sinal é considerado positivo se houver dor ou resistência significativa à extensão do joelho, indicando irritação das raízes nervosas espinhais inflamadas.

O que indica o sinal de Brudzinski positivo?

O sinal de Brudzinski é positivo quando a flexão passiva do pescoço do paciente (em decúbito dorsal) provoca uma flexão involuntária dos quadris e joelhos. Este reflexo é uma resposta antálgica à tração das meninges inflamadas e é um marcador clássico de irritação meníngea, frequentemente observado em meningites bacterianas e hemorragia subaracnoidea.

Qual a sensibilidade desses sinais na meningite?

Os sinais de Kernig e Brudzinski possuem baixa sensibilidade (frequentemente abaixo de 10-20%), o que significa que sua ausência não exclui meningite. No entanto, eles possuem alta especificidade (acima de 90-95%), o que significa que, quando presentes, são fortes indicadores de inflamação meníngea e devem acelerar a investigação com punção lombar.

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