AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
São sinais de irritação meningorradicular encontrados em pacientes, EXCETO:
Sinais de irritação meníngea clássicos incluem rigidez de nuca, Kernig e Brudzinski. "Sinal de Lázaro" NÃO é um sinal meníngeo.
Os sinais de irritação meníngea (rigidez de nuca, Kernig e Brudzinski) são fundamentais para o diagnóstico clínico de meningite. O "sinal de Lázaro" não é um termo médico reconhecido para irritação meníngea, sendo um distrator.
Os sinais de irritação meníngea são achados clínicos cruciais no exame neurológico que sugerem inflamação das meninges, as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A identificação desses sinais é fundamental para o diagnóstico precoce de condições graves como a meningite bacteriana ou viral, que exigem intervenção rápida para evitar sequelas ou óbito. A compreensão desses sinais é um pilar na formação de qualquer residente. Os principais sinais de irritação meníngea incluem a rigidez de nuca, o sinal de Kernig e o sinal de Brudzinski. A rigidez de nuca é a resistência à flexão passiva do pescoço, causada pelo espasmo dos músculos cervicais em resposta à inflamação. O sinal de Kernig é positivo quando há dor ou resistência à extensão da perna após a flexão da coxa sobre o quadril. O sinal de Brudzinski é positivo quando a flexão passiva do pescoço provoca a flexão involuntária dos joelhos e quadris. Esses sinais são reflexos da irritação das raízes nervosas e da medula espinhal. É importante ressaltar que a ausência desses sinais não exclui completamente o diagnóstico de meningite, especialmente em neonatos, idosos ou pacientes imunocomprometidos. No entanto, sua presença é um forte indicativo e deve levar à investigação imediata, incluindo punção lombar. O "sinal de Lázaro" não é um termo médico reconhecido para irritação meníngea e serve como um distrator em questões de prova, reforçando a necessidade de conhecimento preciso da semiologia neurológica.
A rigidez de nuca é a resistência à flexão passiva do pescoço, indicando irritação das meninges. É avaliada tentando-se tocar o queixo do paciente no peito; a incapacidade ou dor sugere positividade.
O sinal de Kernig é testado com o paciente em decúbito dorsal. Flexiona-se a coxa sobre o quadril em 90 graus e tenta-se estender a perna. A dor na região lombar ou resistência à extensão da perna indica positividade.
O sinal de Brudzinski é avaliado com o paciente em decúbito dorsal. A flexão passiva da cabeça sobre o tórax provoca a flexão involuntária dos joelhos e quadris, indicando irritação meníngea.
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