Crise Aguda de Asma: Sinais de Gravidade e Manejo

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2019

Enunciado

Quanto aos dois primeiros passos do manejo terapêutico da crise aguda de asma, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Taquidispneia importante, tiragem furcular, subcostal, batimento de asa nasal e ausculta com diminuída entrada de ar estão entre os sinais apresentados pela criança com crise moderada.
  2. B) A alteração do estado de consciência está diretamente relacionada ao grau de fadiga e hipoxemia.
  3. C) O primeiro recurso medicamentoso a ser administrado, na primeira hora de assistência em crises agudas de asma moderadas a graves, é as substâncias beta 2 agonista IV.
  4. D) Níveis de SaO2 inferiores a 95% após terapêutica com substância broncodilatadora indicam maior gravidade da apresentação da doença.
  5. E) Entre as medidas fundamentais dos dois primeiros passos, deve-se avaliar continuamente a resposta a cada terapêutia, a cada duas horas, e redefinir o status do paciente.

Pérola Clínica

Crise asmática: Alteração do estado de consciência (irritabilidade/letargia) → sinal de GRAVIDADE, indica fadiga respiratória e/ou hipoxemia.

Resumo-Chave

A alteração do estado de consciência, como irritabilidade ou letargia, é um sinal de extrema gravidade na crise aguda de asma, refletindo a fadiga respiratória e a hipoxemia progressiva. Sua presença indica a necessidade de intervenção imediata e intensiva.

Contexto Educacional

A crise aguda de asma é uma condição potencialmente fatal que exige avaliação e manejo rápidos. Os dois primeiros passos do manejo envolvem a rápida identificação da gravidade e o início da terapêutica adequada. A avaliação clínica deve focar em sinais de desconforto respiratório, uso de musculatura acessória, nível de consciência, frequência respiratória e cardíaca, e saturação de oxigênio. Um dos sinais mais alarmantes e críticos de gravidade na crise asmática é a alteração do estado de consciência, que pode se manifestar como irritabilidade, agitação, letargia ou sonolência. Este sinal reflete a fadiga respiratória progressiva e a hipoxemia severa, indicando que o paciente está à beira da falência respiratória e necessita de intervenção imediata, como ventilação não invasiva ou intubação orotraqueal. O tratamento inicial inclui oxigenoterapia para manter a SaO2 acima de 92-94%, beta-2 agonistas de curta ação por via inalatória e corticosteroides sistêmicos. A avaliação da resposta à terapêutica deve ser contínua e frequente (a cada 20-30 minutos na primeira hora), e não a cada duas horas, para redefinir o status do paciente e ajustar o plano de tratamento. A persistência de SaO2 baixa após o tratamento inicial é um indicador de maior gravidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma crise asmática grave ou iminência de falência respiratória?

Sinais de crise grave incluem dispneia intensa, fala em frases curtas, uso de musculatura acessória, tiragem furcular, sibilância ausente ou muito reduzida ('tórax silencioso'), bradicardia, cianose, e alteração do estado de consciência (irritabilidade, letargia, sonolência).

Por que a alteração do estado de consciência é um sinal crítico na crise asmática?

A alteração do estado de consciência é um sinal crítico porque indica fadiga respiratória severa e/ou hipoxemia grave. O cérebro é sensível à falta de oxigênio, e a sonolência ou confusão podem preceder a parada respiratória, exigindo intervenção imediata.

Qual a importância da monitorização da SaO2 na crise asmática?

A monitorização da saturação de oxigênio (SaO2) é fundamental para avaliar a gravidade da crise e a resposta ao tratamento. Níveis de SaO2 abaixo de 92-94% indicam hipoxemia e a necessidade de oxigenoterapia suplementar, além de intensificação do tratamento broncodilatador e anti-inflamatório.

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