Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
Paciente 41 anos, sexo masculino, aprisionou a perna em ferragens durante o serviço, dando entrada com ferimento único em região de perna direita. Após avaliação primária, durante o exame físico direcionado a um provável traumatismo vascular do membro acometido, qual achado abaixo justificaria encaminhamento ao centro cirúrgico antes mesmo de realização de exame de imagem confirmatório?
Trauma vascular: Hematoma em expansão ou hemorragia pulsátil → sinal duro → cirurgia imediata.
Sinais 'duros' de trauma vascular (hemorragia pulsátil, hematoma em expansão, isquemia aguda, ausência de pulsos, sopro/frêmito) indicam lesão arterial grave e exigem exploração cirúrgica imediata, sem necessidade de exames de imagem confirmatórios que atrasariam a intervenção.
O trauma vascular de membros é uma emergência cirúrgica que exige reconhecimento rápido e manejo adequado para preservar a viabilidade do membro e a vida do paciente. A avaliação inicial deve focar na identificação de sinais e sintomas que indiquem uma lesão vascular grave. A distinção entre sinais 'duros' e 'moles' é fundamental para guiar a conduta. Sinais 'duros' de trauma vascular são aqueles que indicam uma alta probabilidade de lesão arterial significativa e exigem exploração cirúrgica imediata, sem a necessidade de exames de imagem confirmatórios que poderiam atrasar a intervenção. Estes incluem hemorragia pulsátil, hematoma em expansão, ausência de pulsos distais, sopro ou frêmito sobre a lesão e sinais de isquemia aguda do membro (os 5 Ps: pain, pallor, pulselessness, paresthesia, paralysis, poikilothermia). A presença de qualquer um desses sinais justifica o encaminhamento direto ao centro cirúrgico. Por outro lado, os sinais 'moles' (como ferimento penetrante na proximidade de um vaso, história de hemorragia controlada, déficit neurológico não explicado, fratura ou luxação próxima a um vaso, e pulsos diminuídos ou assimétricos) sugerem a possibilidade de lesão vascular, mas não com a mesma urgência dos sinais duros. Nesses casos, exames complementares como o índice tornozelo-braquial (ITB), ultrassonografia Doppler ou angiotomografia são indicados para confirmar a lesão e planejar a abordagem terapêutica, que pode ser cirúrgica ou endovascular, dependendo da extensão e tipo da lesão.
Os sinais 'duros' incluem hemorragia pulsátil, hematoma em expansão, ausência de pulsos distais, sopro ou frêmito sobre a lesão, e sinais de isquemia aguda do membro (dor, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia).
Um hematoma em expansão indica sangramento arterial ativo e incontrolável, que pode levar rapidamente à perda de volume sanguíneo significativa, choque hipovolêmico e compressão de estruturas adjacentes, exigindo intervenção cirúrgica urgente para controle da hemorragia.
Sinais 'moles' incluem ferimento penetrante na proximidade de um vaso, história de hemorragia controlada, déficit neurológico não explicado, fratura ou luxação próxima a um vaso, e pulsos diminuídos ou assimétricos. Estes requerem investigação, mas não necessariamente cirurgia imediata.
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