HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Karuliny tem 17 anos e procura atendimento por quadro de diarreia há 3 dias, com evacuações aquosas sem sangue ou restos alimentares, em torno de 1 episódio por hora (15 a 20 episódios por dia). Não tem conseguido se alimentar, pois vomita tudo que ingere vômitos não possuem sangue, apresentam conteúdo alimentar e aquoso. Assinale a alternativa que contém dados provavelmente compatíveis com seu exame clínico:
Diarreia e vômitos intensos → desidratação grave. Sinais incluem hipotensão ortostática, TEC > 3s, turgor ↓, mucosas secas.
Paciente com diarreia e vômitos intensos por 3 dias apresenta quadro de desidratação. Sinais clássicos de desidratação incluem mucosas secas, turgor da pele diminuído, tempo de enchimento capilar prolongado e hipotensão ortostática. A alternativa B (mucosas descoradas) pode indicar palidez por má perfusão em casos graves, embora mucosas secas seja o achado mais direto para desidratação.
A desidratação é uma complicação comum e potencialmente grave da gastroenterite aguda, especialmente em crianças e adolescentes com diarreia e vômitos intensos. A avaliação clínica rápida e precisa é fundamental para determinar o grau de desidratação e iniciar a reposição volêmica adequada, prevenindo a progressão para choque hipovolêmico. Os sinais clínicos de desidratação variam conforme a gravidade. Em casos leves, pode haver apenas sede e diminuição da diurese. Em desidratação moderada a grave, observam-se mucosas secas, turgor da pele diminuído (sinal da prega), olhos encovados, taquicardia e, em estágios mais avançados, hipotensão arterial (com ou sem hipotensão ortostática) e tempo de enchimento capilar prolongado. O manejo da desidratação envolve a reposição de fluidos e eletrólitos, preferencialmente por via oral com soro de reidratação oral. Em casos de desidratação grave ou incapacidade de ingerir líquidos, a hidratação intravenosa é imperativa. O residente deve estar apto a reconhecer os sinais de alerta e iniciar o tratamento prontamente para evitar complicações.
Sinais de desidratação grave incluem mucosas secas, turgor da pele diminuído, olhos encovados, ausência de lágrimas, taquicardia, hipotensão (especialmente ortostática) e tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos).
A hipotensão ortostática é caracterizada por uma queda significativa da pressão arterial (geralmente >20 mmHg na sistólica ou >10 mmHg na diastólica) ao passar da posição deitada para em pé, indicando depleção volêmica.
Mucosas secas são um sinal direto de desidratação devido à falta de volume. Mucosas descoradas (pálidas) indicam anemia ou má perfusão generalizada, que pode ser uma complicação da desidratação grave, mas não é um sinal primário de desidratação em si.
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