Desidratação Grave: Sinais Clínicos e Avaliação Rápida

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Karuliny tem 17 anos e procura atendimento por quadro de diarreia há 3 dias, com evacuações aquosas sem sangue ou restos alimentares, em torno de 1 episódio por hora (15 a 20 episódios por dia). Não tem conseguido se alimentar, pois vomita tudo que ingere vômitos não possuem sangue, apresentam conteúdo alimentar e aquoso. Assinale a alternativa que contém dados provavelmente compatíveis com seu exame clínico:

Alternativas

  1. A) Turgor da pele aumentado.
  2. B) Mucosas descoradas.
  3. C) Tempo de enchimento capilar menor que 3 segundos.
  4. D) PA = 98/56mmHg deitada e PA = 72/40mmHg em pé.

Pérola Clínica

Diarreia e vômitos intensos → desidratação grave. Sinais incluem hipotensão ortostática, TEC > 3s, turgor ↓, mucosas secas.

Resumo-Chave

Paciente com diarreia e vômitos intensos por 3 dias apresenta quadro de desidratação. Sinais clássicos de desidratação incluem mucosas secas, turgor da pele diminuído, tempo de enchimento capilar prolongado e hipotensão ortostática. A alternativa B (mucosas descoradas) pode indicar palidez por má perfusão em casos graves, embora mucosas secas seja o achado mais direto para desidratação.

Contexto Educacional

A desidratação é uma complicação comum e potencialmente grave da gastroenterite aguda, especialmente em crianças e adolescentes com diarreia e vômitos intensos. A avaliação clínica rápida e precisa é fundamental para determinar o grau de desidratação e iniciar a reposição volêmica adequada, prevenindo a progressão para choque hipovolêmico. Os sinais clínicos de desidratação variam conforme a gravidade. Em casos leves, pode haver apenas sede e diminuição da diurese. Em desidratação moderada a grave, observam-se mucosas secas, turgor da pele diminuído (sinal da prega), olhos encovados, taquicardia e, em estágios mais avançados, hipotensão arterial (com ou sem hipotensão ortostática) e tempo de enchimento capilar prolongado. O manejo da desidratação envolve a reposição de fluidos e eletrólitos, preferencialmente por via oral com soro de reidratação oral. Em casos de desidratação grave ou incapacidade de ingerir líquidos, a hidratação intravenosa é imperativa. O residente deve estar apto a reconhecer os sinais de alerta e iniciar o tratamento prontamente para evitar complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de desidratação grave em adolescentes?

Sinais de desidratação grave incluem mucosas secas, turgor da pele diminuído, olhos encovados, ausência de lágrimas, taquicardia, hipotensão (especialmente ortostática) e tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos).

Como a hipotensão ortostática se manifesta em casos de desidratação?

A hipotensão ortostática é caracterizada por uma queda significativa da pressão arterial (geralmente >20 mmHg na sistólica ou >10 mmHg na diastólica) ao passar da posição deitada para em pé, indicando depleção volêmica.

Qual a diferença entre mucosas secas e mucosas descoradas no contexto da desidratação?

Mucosas secas são um sinal direto de desidratação devido à falta de volume. Mucosas descoradas (pálidas) indicam anemia ou má perfusão generalizada, que pode ser uma complicação da desidratação grave, mas não é um sinal primário de desidratação em si.

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