Desidratação Infantil: Sinais, Classificação e Manejo

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022

Enunciado

A desidratação aguda na infância tem como causa principal perdas gastrointestinais por diarreia aguda. No Brasil, em décadas passadas, era a maior causa de morbidade e mortalidade na primeira infância. Nesse sentido, a desidratação na criança é uma enfermidadeimportante e de grande impacto socioeconômico e, consequentemente, importante para a tomada de políticas públicas.Sobre essa doença, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A vacinação contra o rotavírus não contribui para a diminuição da morbimortalidade da doença.
  2. B) A desidratação pode ser classificada de acordo com a porcentagem de perda ponderal. Na desidratação leve, existem perdas de até 10% dos líquidos, na moderada até 30%; e na grave, acima de 30% de perdas.
  3. C) Alguns sinais na anamnese e no exame físico da criança levam o médico a se atentar sobre desidratação importante na criança, como depressão da fontanela, anúria ou oligúria, alteração de turgor e elasticidade da pele, entre outros.
  4. D) Em casos de desidratação leve, devemos orientar à família que ofereçam sopas, sucos e, se possível, soro de hidratação para atletas.

Pérola Clínica

Sinais de desidratação importante em crianças incluem depressão de fontanela, oligúria/anúria e alteração de turgor da pele.

Resumo-Chave

A avaliação clínica da desidratação em crianças é fundamental, pois sinais como fontanela deprimida, diminuição da diurese e perda de elasticidade da pele indicam um grau mais grave de desidratação, exigindo intervenção rápida e adequada.

Contexto Educacional

A desidratação aguda na infância, frequentemente causada por diarreia, permanece um desafio de saúde pública, apesar dos avanços. Compreender seus sinais e manejo é vital para residentes. A diarreia aguda leva à perda de água e eletrólitos, e a gravidade da desidratação é avaliada por sinais clínicos e pela porcentagem de perda ponderal. Sinais como depressão da fontanela, oligúria ou anúria, e alteração do turgor e elasticidade da pele são indicativos de desidratação moderada a grave, exigindo atenção imediata. A classificação da desidratação é crucial para guiar a conduta terapêutica. A desidratação leve (perda de até 5% do peso) pode ser tratada com soro de reidratação oral (SRO) em casa, enquanto a moderada (5-10%) e grave (acima de 10%) podem necessitar de reidratação em ambiente hospitalar, por via oral ou intravenosa. É importante ressaltar que o SRO deve ter a composição recomendada pela OMS, e não bebidas esportivas, que possuem concentrações inadequadas de eletrólitos para crianças. Políticas públicas como a vacinação contra o rotavírus têm um impacto significativo na redução da morbimortalidade por diarreia. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e o uso correto do SRO são medidas preventivas e terapêuticas essenciais. Para o residente, a capacidade de identificar rapidamente a gravidade da desidratação e iniciar o tratamento adequado é uma competência fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de desidratação grave em crianças?

Sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, olhos muito encovados, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, sede intensa ou incapacidade de beber, prega cutânea que desaparece lentamente, pulsos fracos, enchimento capilar prolongado e, em lactentes, fontanela deprimida.

Como a desidratação é classificada quanto à perda ponderal em crianças?

A desidratação é classificada de acordo com a porcentagem de perda ponderal: leve (até 5%), moderada (5-10%) e grave (acima de 10%). Essa classificação é essencial para determinar a via e o volume de reidratação necessários.

Qual o papel da vacinação contra rotavírus na prevenção da desidratação?

A vacinação contra o rotavírus é fundamental na prevenção da desidratação aguda na infância, pois o rotavírus é a principal causa de diarreia grave em crianças pequenas. A vacina reduz significativamente a incidência de casos graves e a necessidade de hospitalização por diarreia.

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