SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023
Durante a avaliação de um paciente jovem com dor em fossa ilíaca direita, são sinais clínicos que nos levarão à suspeita de apendicite aguda, EXCETO:
Apendicite aguda → Sinais de McBurney, Rovsing, Psoas, Obturador são positivos; Sinal de Russel NÃO é de apendicite.
O diagnóstico de apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Sinais como McBurney, Rovsing, Psoas e Obturador indicam irritação peritoneal ou inflamação do apêndice. O sinal de Russel não está associado à apendicite, sendo um sinal de bulimia nervosa.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente jovens. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A apresentação clássica envolve dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos e febre baixa. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em uma anamnese detalhada e exame físico minucioso. Sinais como o de McBurney (dor à palpação no ponto específico), Rovsing (dor em FID ao palpar FIE), Psoas (dor à extensão do quadril direito) e Obturador (dor à rotação interna do quadril direito flexionado) são cruciais para a suspeita diagnóstica, indicando irritação peritoneal ou inflamação do apêndice. O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente com diagnóstico e intervenção precoces. A falha em reconhecer os sinais clínicos pode levar a atrasos no tratamento e aumento da morbidade, sendo fundamental para residentes dominar o exame físico abdominal.
Os sinais clássicos incluem dor em fossa ilíaca direita, sinal de McBurney (dor à palpação no ponto de McBurney), sinal de Rovsing (dor em FID ao palpar FIE), sinal do Psoas e sinal do Obturador. A febre e a leucocitose são achados comuns.
O sinal de McBurney é um dos mais conhecidos, indicando dor máxima à palpação no ponto de McBurney, localizado a um terço da distância da espinha ilíaca anterossuperior direita até o umbigo. É um forte indicador de inflamação do apêndice.
A diferenciação envolve a avaliação da história clínica, progressão da dor, presença de febre, náuseas/vômitos e a combinação de múltiplos sinais no exame físico. Exames complementares como ultrassonografia ou tomografia são úteis para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas.
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