Apendicite Aguda: Sinais Chave no Exame Físico

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 18 anos, chega ao pronto atendimento com dor abdominal em mesogástrio e epigástrio, de início insidioso e caráter progressivo, associada a náuseas e hiporexia. A evolução do quadro tem cerca de 24 horas. Ao exame físico, a dor abdominal é exacerbada pela tosse, há discreta diferença de temperatura entre a região axilar e a retal (+1,2 °C), além de dor à palpação profunda em região inferior direita do abdome. Exames laboratoriais mostram leucócitos 14.000/mm³ com 80% de neutrófilos, além de sumário de urina com 6 piócitos/campo. Com base no quadro clínico e laboratorial, qual achado clínico complementa o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Dor à punho-percussão na região lombar à direita.
  2. B) Crepitação na parede abdominal associada à presença de gás.
  3. C) Dor à palpação no hipocôndrio direito durante inspiração profunda.
  4. D) Dor à descompressão entre a espinha ilíaca ânterosuperior e o umbigo.

Pérola Clínica

Dor FID + descompressão brusca positiva (Blumberg) + leucocitose → alta suspeita de apendicite aguda.

Resumo-Chave

O quadro clínico (dor migratória, náuseas, hiporexia, febre baixa, leucocitose com neutrofilia, dor em FID) é altamente sugestivo de apendicite aguda. A dor à descompressão brusca no ponto de McBurney (sinal de Blumberg) é um achado clássico de irritação peritoneal e complementa o diagnóstico.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico, embora exames complementares como hemograma e exames de imagem (ultrassonografia, TC) auxiliem na confirmação. A apresentação clássica envolve dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), associada a náuseas, vômitos, hiporexia e febre baixa. No exame físico, a dor à palpação no ponto de McBurney (localizado a um terço da distância entre a espinha ilíaca ântero-superior direita e o umbigo) é um achado cardinal. O sinal de Blumberg, ou dor à descompressão brusca na FID, indica irritação peritoneal e é altamente sugestivo. Outros sinais como Rovsing, Psoas e Obturador podem estar presentes dependendo da posição do apêndice. A diferença de temperatura axilar-retal > 1°C também é um indicativo de processo inflamatório. Laboratorialmente, a leucocitose com neutrofilia é comum. Piócitos no sumário de urina podem ocorrer devido à proximidade do apêndice inflamado com o ureter, mas não excluem o diagnóstico de apendicite. O manejo é cirúrgico (apendicectomia), e o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é vital para evitar complicações como perfuração e peritonite.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da apendicite aguda no exame físico?

Os sinais clássicos incluem dor à palpação no ponto de McBurney, dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg), sinal de Rovsing (dor em FID ao palpar FIE), sinal do Psoas e sinal do Obturador.

Como a dor da apendicite aguda tipicamente evolui?

A dor geralmente começa na região periumbilical ou epigástrica, sendo difusa e de caráter visceral. Após algumas horas (4-24h), migra e se localiza na fossa ilíaca direita, tornando-se mais intensa e somática.

Qual a importância da leucocitose e neutrofilia no diagnóstico de apendicite?

A leucocitose com desvio à esquerda (aumento de neutrófilos) é um achado comum na apendicite aguda, indicando resposta inflamatória sistêmica. Embora não seja patognomônica, sua presença reforça a suspeita clínica.

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