MedEvo Simulado — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 28 anos, motoboy, é admitido na emergência após sofrer um acidente de motocicleta. Na avaliação primária, ele se apresenta agitado e confuso, com pele fria e pegajosa, palidez acentuada e pulsos periféricos filiformes. Seus sinais vitais são: Pressão Arterial (PA) de 85/50 mmHg e Frequência Cardíaca (FC) de 130 bpm. Diante dos achados do exame inicial, qual dos seguintes sinais, quando avaliado isoladamente, NÃO é um indicador confiável da presença de choque em um paciente traumatizado?
Choque em trauma: hipotensão é sinal tardio; taquicardia, alteração mental e perfusão periférica são precoces.
Em pacientes traumatizados, a hipotensão arterial é um sinal tardio de choque, indicando perda volêmica significativa (geralmente >30%). Sinais como taquicardia, alteração do estado mental e má perfusão periférica (pele fria, pulsos finos) são indicadores mais precoces e sensíveis de hipoperfusão tecidual.
O choque em pacientes traumatizados é uma condição de hipoperfusão tecidual que, se não reconhecida e tratada rapidamente, pode levar à disfunção de múltiplos órgãos e morte. A identificação precoce é crucial, especialmente em cenários de trauma onde a perda sanguínea é a causa mais comum. A avaliação primária, seguindo os princípios do ATLS, foca em identificar e tratar condições de risco de vida imediatamente. Fisiologicamente, o corpo tenta compensar a perda volêmica através da ativação do sistema nervoso simpático, resultando em taquicardia, vasoconstrição periférica e liberação de catecolaminas. Por isso, sinais como taquicardia, alteração do estado mental (agitação, confusão) e má perfusão periférica (pele fria, palidez, pulsos finos) são indicadores mais sensíveis e precoces de choque do que a hipotensão arterial. A pressão arterial só cai quando os mecanismos compensatórios são sobrepujados, indicando um choque mais avançado e descompensado. O manejo inicial do choque em trauma envolve controle da hemorragia, reposição volêmica agressiva com cristaloides e, se necessário, hemoderivados. A monitorização contínua dos sinais vitais e da resposta à ressuscitação é fundamental. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais sutis de choque e iniciar o tratamento antes que a hipotensão se instale, melhorando significativamente o prognóstico do paciente.
Os sinais mais precoces de choque em trauma incluem taquicardia, alteração do estado mental (agitação, confusão) e sinais de má perfusão periférica, como pele fria, pegajosa e pulsos periféricos filiformes.
A hipotensão arterial é um sinal tardio de choque, indicando que o paciente já perdeu uma quantidade significativa de volume sanguíneo (geralmente mais de 30%). O corpo compensa a perda volêmica mantendo a pressão arterial por um tempo.
A classificação do choque hemorrágico pelo ATLS (Advanced Trauma Life Support) categoriza o choque em classes I a IV com base na perda volêmica, frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e estado mental, auxiliando na estimativa da gravidade e na conduta.
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