CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Blefarite, conjuntivite, celulite e dermatite têm como denominador comum:
Inflamação (flogose) = Calor + Rubor + Tumor + Dor + Perda de função.
Blefarite, conjuntivite, celulite e dermatite são processos inflamatórios que compartilham a fisiopatologia da flogose, manifestada pelos sinais clássicos de Celsus.
O reconhecimento dos sinais de flogose é fundamental para o diagnóstico sindrômico em medicina. Blefarite (inflamação das pálpebras), conjuntivite (inflamação da conjuntiva), celulite (inflamação do tecido celular subcutâneo ou orbitário) e dermatite (inflamação da pele) compartilham a mesma cascata fisiopatológica: agressão tecidual, liberação de mediadores, alterações vasculares e recrutamento leucocitário. Identificar calor, dor e rubor permite ao clínico confirmar a natureza inflamatória da lesão antes de investigar a etiologia específica.
Os sinais cardinais da inflamação, descritos historicamente como a Tétrade de Celsus acrescida da função lesada por Virchow, são: calor (aumento da temperatura local), rubor (vermelhidão por vasodilatação), tumor (edema por aumento da permeabilidade vascular), dor (estimulação de terminações nervosas por mediadores químicos e pressão) e perda de função (functio laesa). Em oftalmologia, esses sinais são visíveis na conjuntiva hiperemiada, nas pálpebras edemaciadas e na dor ao toque ou movimento ocular.
Não. Embora a infecção (por bactérias, vírus ou fungos) seja uma causa comum de inflamação (como na celulite orbitária ou conjuntivite bacteriana), muitos processos são puramente inflamatórios ou imunológicos. A dermatite atópica e a blefarite seborreica são exemplos de inflamações crônicas sem um agente infeccioso primário obrigatório. O denominador comum é a resposta do tecido ao dano, mediada por citocinas e células do sistema imune, independentemente do gatilho ser biológico, químico ou físico.
Durante o processo inflamatório, mediadores como histamina, bradicinina e prostaglandinas promovem a dilatação das arteríolas locais. Isso aumenta o fluxo sanguíneo para a região afetada (hiperemia ativa), o que clinicamente se manifesta como rubor (vermelhidão). O aumento do aporte de sangue aquecido vindo do núcleo do corpo para a periferia resulta no calor local. Na conjuntivite, por exemplo, a injeção vascular é a manifestação direta dessa resposta hemodinâmica.
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