HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
As imunodeficiências primárias, estão sendo diagnosticadas em números cada vez maior. Atualmente mais de 95 diferentes tipos já foram descritos. Em nosso meio, essas doenças ainda são subdiagnosticadas acarretando prejuízos para os pacientes por elas acometidos. Marque a alternativa que não representa sinal de alerta para investigação das imunodeficiências primárias.
Sinais de alerta IDP → Infecções graves/recorrentes (pneumonia, otite, sinusite), abscessos, candidíase persistente, história familiar.
Os sinais de alerta para imunodeficiências primárias (IDP) focam em infecções graves, recorrentes ou incomuns, falha de crescimento e história familiar. Candidíase oral ou cutânea isolada, sem persistência ou recorrência, ou estomatite, são menos específicas como um sinal de alerta primário em comparação com infecções bacterianas graves e recorrentes.
As imunodeficiências primárias (IDP) são um grupo heterogêneo de mais de 400 doenças genéticas que afetam um ou mais componentes do sistema imunológico, resultando em maior suscetibilidade a infecções, autoimunidade, inflamação e malignidade. Embora raras individualmente, o conjunto das IDP não é incomum, e seu diagnóstico precoce é crucial para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes. No Brasil, ainda são subdiagnosticadas, o que ressalta a importância de reconhecer os sinais de alerta. A suspeita de IDP deve ser levantada diante de um padrão de infecções que foge do habitual, seja pela frequência, gravidade, etiologia (agentes oportunistas) ou localização. A Fundação Jeffrey Modell estabeleceu uma lista de 10 sinais de alerta para IDP, que incluem infecções respiratórias e de ouvido recorrentes, uso prolongado de antibióticos sem melhora, abscessos profundos, infecções graves, candidíase persistente e história familiar. Esses critérios são ferramentas valiosas para triagem em ambientes de atenção primária e secundária. O diagnóstico de uma IDP requer uma investigação detalhada, que pode incluir exames laboratoriais para avaliar a função imune (contagem de células, níveis de imunoglobulinas, função de neutrófilos e linfócitos) e testes genéticos. O tratamento varia amplamente dependendo do tipo de IDP, podendo envolver terapia de reposição de imunoglobulinas, antibióticos profiláticos, transplante de medula óssea ou terapia gênica. A identificação precoce e o manejo adequado são essenciais para prevenir danos orgânicos irreversíveis e reduzir a morbimortalidade associada a essas condições.
Os principais sinais de alerta incluem infecções recorrentes (quatro ou mais otites ou duas ou mais pneumonias em um ano), infecções graves (sepse, meningite), abscessos profundos, candidíase oral persistente após 1 ano de idade, atraso no crescimento e história familiar de imunodeficiência.
A história familiar é um sinal de alerta crucial porque muitas imunodeficiências primárias têm um componente genético e são herdadas. A presença de casos de imunodeficiência ou mortes precoces por infecções na família deve levantar a suspeita e motivar a investigação.
A candidíase oral ou cutânea deve levantar a suspeita de imunodeficiência quando é persistente, recorrente ou ocorre em locais atípicos, especialmente em crianças com mais de um ano de idade ou em adultos sem outros fatores de risco óbvios. Candidíase isolada e autolimitada é comum e geralmente não indica imunodeficiência.
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