PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Homem de 77 anos queixa-se de dor no hipocôndrio direito e prurido generalizado. Realizou ultrassonografia abdominal que revelou dilatação do colédoco (11mm), dilatação das vias biliares intrahepáticas e dilatação do ducto pancreático principal, sem causas obstrutivas identificadas ao método. Não possui comorbidades, não faz uso de medicamentos e foi submetido a colecistectomia por pólipo de vesícula biliar há três anos. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinal de alarme para causas obstrutivas das vias biliares nesse paciente:
Dilatação biliar + ducto pancreático + prurido = Sinais de alarme para obstrução biliar, mesmo pós-colecistectomia.
A dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, assim como do ducto pancreático principal, e o prurido são sinais de alarme para obstrução biliar. A colecistectomia prévia, por si só, não é um sinal de alarme para uma nova obstrução, mas sim um fator do histórico do paciente.
A obstrução das vias biliares é uma condição grave que pode levar a colangite, pancreatite e insuficiência hepática se não tratada. É crucial que médicos, especialmente residentes, saibam identificar os sinais e sintomas de alarme para um diagnóstico e intervenção precoces. A etiologia pode variar de cálculos biliares a neoplasias. O diagnóstico de obstrução biliar frequentemente começa com a suspeita clínica baseada em sintomas como dor no hipocôndrio direito, icterícia e prurido. Exames laboratoriais podem mostrar elevação de bilirrubinas (predomínio direto) e enzimas colestáticas (FA, GGT). A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem inicial de escolha, revelando dilatação das vias biliares intra e/ou extra-hepáticas e, por vezes, a causa da obstrução. O tratamento da obstrução biliar depende da causa subjacente. Pode envolver remoção endoscópica de cálculos, drenagem biliar ou cirurgia para ressecção de tumores. A identificação rápida dos sinais de alarme e a investigação adequada são fundamentais para evitar complicações e melhorar o prognóstico do paciente.
Os principais sinais de alarme incluem dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, dilatação do ducto pancreático principal, icterícia, prurido e dor abdominal. A presença desses achados deve levantar a suspeita de uma causa obstrutiva.
A ultrassonografia é o exame inicial de escolha para avaliar as vias biliares, identificando dilatações e, por vezes, a causa da obstrução (cálculos, massas). É um método não invasivo e amplamente disponível.
A colecistectomia prévia não é um sinal de alarme para uma nova obstrução, mas pode alterar o padrão de dor ou a apresentação clínica. Obstruções podem ocorrer no colédoco ou ducto pancreático independentemente da vesícula biliar.
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