Dengue: Identificando Sinais de Alarme e Evitando Complicações

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 64 anos apresentou quadro de febre, mialgia, prostração, dor retro-ocular, vômito e manchas vermelhas pelo corpo. Buscou atendimento em uma Unidade de Saúde da Família (USF), onde foram solicitados exames laboratoriais com sorologia para dengue positiva. Essa paciente permaneceu sob monitoramento da equipe medicada unidade, com retorno diário. Considerando que todos os sinais de alarme eram questionados à paciente durante o monitoramento, assinale a alternativa que NÃO corresponde a um sinal de alarme para dengue:

Alternativas

  1. A) Derrame pleural
  2. B) Febre
  3. C) Hipotensão postural
  4. D) Sangramento de mucosa
  5. E) Letargia e/ou irritabilidade

Pérola Clínica

Febre é sintoma comum da dengue, NÃO um sinal de alarme; sinais de alarme indicam gravidade e risco de choque.

Resumo-Chave

A febre é um sintoma característico da fase febril da dengue e não um sinal de alarme. Os sinais de alarme indicam a transição para a fase crítica da doença, com risco de extravasamento plasmático e choque, exigindo monitoramento e manejo hospitalar.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A doença apresenta um espectro clínico variado, desde formas assintomáticas até quadros graves com risco de morte. A epidemiologia é marcada por surtos sazonais e a circulação de diferentes sorotipos do vírus. A compreensão das fases da doença e a identificação precoce dos sinais de alarme são cruciais para o manejo adequado. O diagnóstico da dengue é inicialmente clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial por sorologia (NS1, IgM, IgG) ou PCR. A doença evolui em três fases: febril, crítica e de recuperação. A fase febril é caracterizada por febre alta, mialgia, cefaleia, dor retro-ocular e exantema. A fase crítica, que geralmente ocorre após a defervescência (queda da febre), é o período de maior risco para o desenvolvimento de complicações graves, como o extravasamento plasmático. Os sinais de alarme da dengue indicam a transição para a fase crítica e a necessidade de internação hospitalar para monitoramento e tratamento. Eles incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito. A febre, por ser um sintoma da fase inicial, não é um sinal de alarme. O tratamento é de suporte, com hidratação rigorosa, e a identificação precoce dos sinais de alarme é fundamental para prevenir a progressão para choque e óbito.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue?

Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito.

Por que a febre não é considerada um sinal de alarme na dengue?

A febre é um sintoma comum da fase febril da dengue e geralmente precede o aparecimento dos sinais de alarme, que indicam a transição para a fase crítica da doença, onde o risco de complicações é maior.

Qual a importância de identificar precocemente os sinais de alarme da dengue?

A identificação precoce permite a internação e o manejo adequado do paciente, com hidratação venosa e monitoramento rigoroso, prevenindo a progressão para a dengue grave e o choque.

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