UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Escolar de oito anos apresentou, há sete dias, quadro de febre elevada (T.ax: 39ºC), cefaleia, hiperemia conjuntival e mialgia, tendo sido levado à emergência. Exame físico naquela data: T.ax: 38,9ºC, FR: 48 irpm. EC: 110bpm, PA: 110 x 75 mmHg. Exames laboratoriais: Hb 12,5 g/dl, Ht: 34%, leucócitos 7.700/mm³, linfócitos 35% e plaquetas: 190.000/mm³. Foi liberado com prescrição de hidratação oral e antitérmicos. Três dias depois, retornou à emergência, afebril, prostrado, com vômitos persistentes e dor abdominal. Exame físico T.ax 36,2ºC, FR 52 irpm, FC:120 bpm, PA: 85 x 55mmHg. Exames laboratoriais: Hb 12g/dl, Ht: 36, leucócitos 4.200/mm³, linfócitos 30% e plaquetas: 110.000/mm³. Considerando a hipótese diagnóstica de dengue, o dado dentre os descritos, que indica internação imediata deste paciente, é:
Dengue: Dor abdominal intensa/persistente, vômitos persistentes, hipotensão → Sinais de alarme, internação imediata.
A dor abdominal intensa e persistente, juntamente com vômitos persistentes, hipotensão e sinais de choque, são considerados sinais de alarme na dengue, indicando a necessidade de internação imediata para monitorização e manejo agressivo, prevenindo a progressão para dengue grave.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A doença pode variar desde formas assintomáticas ou leves até quadros graves com choque e óbito. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para o manejo adequado e para evitar a progressão para a dengue grave. A fase febril da dengue é caracterizada por febre alta, cefaleia, mialgia, artralgia e exantema. Após 3 a 7 dias, a febre geralmente cede, marcando o início da fase crítica. É neste período que ocorre o maior risco de extravasamento plasmático, que pode levar a hemoconcentração, derrames cavitários e choque. Sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão, sangramentos de mucosas, letargia, irritabilidade e hepatomegalia, indicam que o paciente está em risco de desenvolver dengue grave e necessita de internação imediata para monitorização rigorosa e hidratação venosa. A plaquetopenia e a leucopenia são achados laboratoriais comuns, mas a presença de sinais clínicos de alarme é o fator determinante para a conduta de internação e manejo intensivo.
Os principais sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, hipotensão postural, e aumento progressivo do hematócrito com queda das plaquetas.
A dor abdominal intensa e persistente é um sinal de alarme porque pode indicar extravasamento plasmático significativo, ascite, derrame pleural, ou hepatomegalia dolorosa, que são precursores do choque por dengue.
A fase crítica da dengue ocorre geralmente após a defervescência (queda da febre) e é o período de maior risco para o extravasamento plasmático, choque, sangramentos e disfunção de órgãos, exigindo monitorização rigorosa e hidratação venosa.
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