Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
De acordo com a publicação do Manejo da Dengue do Ministério da Saúde, a respeito dos sinais de alarme que podem estar presentes como manifestações clínicas da dengue, marque a afirmativa INCORRETA:
Queda repentina do hematócrito na dengue → sinal de choque, não de alarme inicial.
A queda repentina do hematócrito, especialmente após a reanimação volêmica, é um sinal de choque e hemorragia grave, e não um sinal de alarme inicial. Os sinais de alarme são manifestações clínicas que precedem o choque e indicam a necessidade de monitoramento rigoroso.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. O manejo adequado da doença, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, é fundamental para reduzir a morbimortalidade. A classificação da dengue em grupos (A, B, C, D) baseia-se na presença de sinais de alarme e sinais de choque, orientando a conduta terapêutica. Os sinais de alarme da dengue são manifestações clínicas que indicam um risco aumentado de progressão para formas graves da doença, como o choque. Eles incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, edema), hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2cm e sangramentos importantes. A fisiopatologia da dengue grave envolve o extravasamento plasmático, que pode levar a hemoconcentração e, se não tratado, ao choque hipovolêmico. A queda repentina do hematócrito, por outro lado, é um sinal de choque ou hemorragia grave, indicando que o paciente já está em uma fase avançada da doença (grupo D). O manejo de pacientes com sinais de alarme (grupo C) envolve hidratação venosa rigorosa e monitoramento contínuo para evitar a progressão para o choque.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2cm, e sangramentos importantes.
A queda do hematócrito, especialmente após a reanimação volêmica, indica hemorragia ou hemodiluição após extravasamento plasmático, sendo um sinal de choque ou dengue grave, e não um sinal de alarme que precede o agravamento.
A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para classificar o paciente no grupo C (dengue com sinais de alarme), permitindo a internação e o manejo adequado com hidratação venosa, prevenindo a progressão para dengue grave e choque.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo