PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Em uma área endêmica para arboviroses, Joana, 19 anos, está com quadro febril de 3 dias de evolução. Refere dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor nos músculos e indisposição. Os sinais de alarme para essas doenças seriam:
Dor abdominal intensa e vômitos persistentes são sinais de alarme para dengue grave, indicando extravasamento plasmático.
Em áreas endêmicas de arboviroses como a dengue, é crucial identificar precocemente os sinais de alarme, que indicam maior risco de evolução para formas graves da doença. Dor abdominal intensa e contínua, e vômitos persistentes são indicadores de extravasamento plasmático e necessidade de hidratação venosa e monitoramento.
As arboviroses, como a dengue, zika e chikungunya, representam um desafio significativo para a saúde pública em áreas endêmicas. A dengue, em particular, pode apresentar um espectro clínico variado, desde formas assintomáticas ou leves até quadros graves com risco de morte. A fase crítica da dengue geralmente ocorre entre o 3º e o 7º dia da doença, quando a febre começa a ceder. É nesse período que os sinais de alarme podem surgir, indicando extravasamento plasmático e risco de choque. A dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, letargia e acúmulo de líquidos são manifestações que exigem atenção imediata. O reconhecimento precoce desses sinais é fundamental para a estratificação de risco e o manejo adequado, que inclui hidratação venosa agressiva e monitoramento constante. A falha em identificar e tratar os sinais de alarme pode levar à progressão para dengue grave, com choque, sangramentos importantes e disfunção de órgãos, aumentando a morbimortalidade.
Os principais sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito.
Esses sintomas indicam um possível extravasamento plasmático, que pode levar a choque hipovolêmico e falência de órgãos. A dor abdominal pode ser devido à hepatomegalia ou inflamação de serosas, e os vômitos persistentes dificultam a hidratação oral.
Ao identificar sinais de alarme, o paciente deve ser classificado como Grupo C, necessitando de internação para hidratação venosa supervisionada, monitoramento rigoroso de sinais vitais, diurese e hematócrito, e avaliação para transfusão se houver sangramento significativo.
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