UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Jovem de 25 anos, sem comorbidades, procura a atenção primária à saúde (APS) por cefaleia persistente. Relata início do quadro há cerca de um mês, com cefaleia hemicraniana à direita, diária, que atrapalha o seu sono e melhora parcialmente com uso de analgésicos comuns. Paciente apresenta fotofobia, fonofobia e náuseas, ocasionalmente, e nega vômitos, febre, alterações do estado mental ou turvação visual. O exame neurológico não apresenta alterações. A característica do quadro descrito considerada sinal de alarme para causas secundárias de cefaleia é:
Cefaleia que perturba o sono ou piora à noite → sinal de alarme para aumento da pressão intracraniana.
A perturbação do sono pela cefaleia, especialmente quando o paciente acorda com a dor ou a dor piora durante a noite, é um sinal de alarme importante (red flag) para causas secundárias de cefaleia, como tumores cerebrais ou outras condições que aumentam a pressão intracraniana. Outros sinais de alarme incluem início súbito, cefaleia progressiva, alterações neurológicas focais, febre e papiledema.
A avaliação da cefaleia é uma das queixas mais comuns na prática médica, e a capacidade de diferenciar cefaleias primárias (como enxaqueca e cefaleia tensional) de cefaleias secundárias potencialmente graves é fundamental para residentes e estudantes de medicina. Os "sinais de alarme" ou "red flags" são critérios clínicos que indicam a necessidade de investigação adicional para excluir causas secundárias. A identificação precoce de sinais de alarme, como a cefaleia que perturba o sono, é crucial. Essa característica, juntamente com outros sinais como início súbito, alterações neurológicas focais, febre, papiledema ou cefaleia em pacientes com histórico de câncer ou imunossupressão, deve levantar a suspeita de condições subjacentes sérias, como tumores cerebrais, hemorragias, meningite ou trombose venosa cerebral. O manejo inicial de uma cefaleia com sinais de alarme envolve uma história clínica detalhada, exame neurológico completo e, frequentemente, exames de neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) para descartar patologias intracranianas. A falha em reconhecer esses sinais pode levar a atrasos no diagnóstico e tratamento de condições com morbimortalidade significativa.
Os principais sinais de alarme incluem início súbito e intenso ("thunderclap headache"), cefaleia progressiva, alterações neurológicas focais, febre, papiledema, cefaleia que acorda o paciente ou piora à noite, e cefaleia em pacientes com câncer ou imunocomprometidos.
A cefaleia que perturba o sono ou piora à noite é um sinal de alarme porque pode indicar aumento da pressão intracraniana, que é frequentemente mais pronunciada em decúbito. Isso pode ser causado por tumores cerebrais, hidrocefalia ou outras lesões expansivas.
A idade de apresentação é um sinal de alarme quando a cefaleia é nova e surge em extremos de idade (crianças pequenas ou adultos > 50 anos), pois aumenta a probabilidade de causas secundárias como tumores, arterite temporal ou AVC.
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