SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A cefaleia, que é um sintoma muito comum, pode ser secundária a uma anormalidade subjacente ou a um distúrbio primário. Assinale aquele que NÃO é um sinal de alarme para investigação de etiologia secundária:
Cefaleia com sinais de alarme (início súbito, mudança de padrão, HIV) exige investigação de causa secundária. Enxaqueca pré-menstrual é primária.
Sinais de alarme em cefaleia indicam a necessidade de investigação para descartar causas secundárias graves, como hemorragia subaracnoidea, tumores ou infecções. A enxaqueca, mesmo com características típicas como pulsátil, fotofobia e fonofobia, e com padrão pré-menstrual, é uma cefaleia primária e não um sinal de alarme para etiologia secundária.
A cefaleia é um dos sintomas mais comuns na prática médica, podendo ser classificada como primária (quando a própria cefaleia é a doença, como enxaqueca e cefaleia tensional) ou secundária (quando é sintoma de outra condição subjacente). A distinção é crucial, pois as cefaleias secundárias podem indicar patologias graves e potencialmente fatais, exigindo investigação imediata. Os "sinais de alarme" ou "red flags" são características clínicas que alertam para a possibilidade de uma causa secundária de cefaleia. Exemplos incluem cefaleia de início súbito e intensidade máxima em segundos ("thunderclap headache"), cefaleia em pacientes com doenças sistêmicas (HIV, câncer, doenças autoimunes), cefaleia associada a febre, rigidez de nuca, papiledema, déficits neurológicos focais, alteração do estado mental, ou uma mudança dramática no padrão de uma cefaleia preexistente. A presença de qualquer um desses sinais exige uma investigação aprofundada, geralmente com neuroimagem. A alternativa B, que descreve uma cefaleia pulsátil associada à fotofobia e fonofobia, recorrente no período pré-menstrual, é uma descrição clássica de enxaqueca, que é uma cefaleia primária. Embora a enxaqueca possa ser debilitante, suas características típicas, sem a presença de outros sinais de alarme, não indicam uma etiologia secundária. É fundamental que o residente saiba diferenciar as características das cefaleias primárias dos sinais de alarme que justificam uma investigação mais aprofundada para garantir o manejo adequado e evitar desfechos adversos.
Os principais sinais de alarme incluem cefaleia de início súbito e intensa ("thunderclap headache"), cefaleia em pacientes imunocomprometidos (HIV, câncer), cefaleia com febre e rigidez de nuca, papiledema, déficits neurológicos focais, mudança de padrão da cefaleia habitual e cefaleia em idosos.
Pacientes com HIV têm maior risco de infecções oportunistas do sistema nervoso central (meningite criptocócica, toxoplasmose cerebral) e linfomas, que podem se manifestar com cefaleia. Portanto, qualquer cefaleia nova ou diferente exige investigação.
Cefaleias primárias (como enxaqueca) geralmente têm um padrão recorrente e características bem definidas, sem sinais de alarme. Cefaleias secundárias são frequentemente acompanhadas de "red flags" que indicam uma patologia subjacente, como início súbito, alteração do estado mental ou déficits neurológicos.
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