IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Ao atender um paciente com queixa de cefaleia, o médico generalista deve estar atento à sinais de alarme que podem sinalizar uma maior gravidade do caso. Assinale a alternativa abaixo que NÃO é um sinal de alarme no paciente com cefaleia:
Sinais de alarme em cefaleia indicam investigação urgente: início súbito, >50 anos, alteração neurológica, pós-trauma, papiledema.
Embora a cefaleia refratária a analgésicos seja frustrante, ela não é um sinal de alarme clássico para condições graves e agudas, como são o início súbito, idade avançada, alterações neurológicas ou cefaleia pós-traumática.
A cefaleia é uma das queixas mais comuns na prática médica, e a maioria dos casos é de origem primária (enxaqueca, tensional). No entanto, é crucial que o médico generalista esteja apto a identificar os sinais de alarme ("red flags") que podem indicar uma cefaleia secundária, potencialmente grave e com risco de vida, como hemorragia subaracnoidea, meningite, tumor cerebral ou arterite temporal. Os sinais de alarme incluem: início súbito e intenso ("a pior dor de cabeça da vida"), início após os 50 anos de idade, cefaleia progressiva ou que muda de padrão, presença de déficits neurológicos focais, alteração do nível de consciência, papiledema, febre, rigidez de nuca, cefaleia associada a trauma craniano recente, imunossupressão ou câncer. A ausência de melhora com analgésicos diários, embora indique uma cefaleia de difícil controle, não é um sinal de alarme para uma condição aguda grave. A identificação precoce desses sinais é fundamental para direcionar a investigação diagnóstica adequada, que pode incluir exames de neuroimagem (tomografia ou ressonância), punção lombar ou exames laboratoriais específicos. O manejo correto de uma cefaleia secundária depende do diagnóstico da causa subjacente, e a falha em reconhecer os sinais de alarme pode levar a atrasos no tratamento e desfechos desfavoráveis.
Sinais de alarme incluem início súbito e intenso ("thunderclap headache"), início após 50 anos, cefaleia progressiva, alteração do nível de consciência, déficits neurológicos focais, papiledema, cefaleia pós-traumática, febre e rigidez de nuca.
O início de uma nova cefaleia após os 50 anos aumenta o risco de causas secundárias graves, como arterite temporal, tumores cerebrais, hemorragia intracraniana ou outras doenças sistêmicas.
Cefaleias primárias (como enxaqueca ou tensional) geralmente não apresentam sinais de alarme. A presença de qualquer "red flag" sugere uma cefaleia secundária, que é causada por uma condição subjacente e requer investigação diagnóstica.
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