HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
A questão do rastreamento e do diagnóstico e detecção precoce de doenças é tema relevante na prática da Atenção Primária a Saúde. Paciente, 60 anos, masculino, adentra consultório queixando-se de perda de peso, fezes sanguinolentas e alteração na consistência de suas fezes. O mesmo procurou consulta com seu médico que deve iniciar rastreamento:
Perda peso + fezes sanguinolentas + alteração hábito intestinal em >50 anos → Sinais de alarme para câncer colorretal = INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA, NÃO RASTREAMENTO.
O paciente já apresenta sinais e sintomas de alarme para câncer colorretal (perda de peso, sangramento retal, alteração do hábito intestinal), o que indica a necessidade de investigação diagnóstica imediata (ex: colonoscopia), e não apenas o início de um rastreamento populacional. O rastreamento é para indivíduos assintomáticos.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade, sendo a terceira causa de câncer em homens e a segunda em mulheres no Brasil. A detecção precoce é crucial para o sucesso do tratamento, e a Atenção Primária à Saúde desempenha um papel fundamental na identificação de pacientes em risco e na condução adequada dos casos. A distinção entre rastreamento e investigação diagnóstica é um conceito essencial na prática médica. O rastreamento é direcionado a indivíduos assintomáticos de uma população de risco, com o objetivo de identificar a doença em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz. No caso do CCR, o rastreamento geralmente inicia aos 45-50 anos, com exames como pesquisa de sangue oculto nas fezes ou colonoscopia. No entanto, quando um paciente já apresenta sintomas como perda de peso inexplicada, sangramento retal (hematoquezia) ou alteração persistente do hábito intestinal, estes são considerados "sinais de alarme" e indicam a necessidade de uma investigação diagnóstica imediata, e não apenas o início do rastreamento. A presença de sinais de alarme exige uma abordagem mais agressiva e rápida para confirmar ou excluir a presença de CCR ou outras condições graves. A investigação diagnóstica padrão ouro para o CCR é a colonoscopia, que permite a visualização direta da mucosa colorretal, biópsia de lesões suspeitas e, em alguns casos, a remoção de pólipos. A demora na investigação pode levar à progressão da doença, piorando o prognóstico.
Os principais sinais de alarme incluem sangramento retal, alteração persistente do hábito intestinal, perda de peso inexplicada, dor abdominal e anemia ferropriva.
A conduta inicial deve ser a investigação diagnóstica, geralmente com colonoscopia, para avaliar a presença de lesões no cólon e reto.
Rastreamento é a busca por doença em indivíduos assintomáticos de risco, enquanto a investigação diagnóstica é realizada em pacientes que já apresentam sintomas sugestivos da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo