UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 25 anos, refere sudorese excessiva em região axilar desde os 13 anos. Refere suar mesmo em dias frios, piora do sintoma em situações de nervosismo e nega suar em outras regiões. Sobre a simpatectomia videotoracoscópica para esse paciente, pode-se afirmar que:
Hiperidrose axilar isolada → Seccionar cadeia simpática sobre a 4ª e 5ª costelas (nível T4).
A simpatectomia para hiperidrose axilar foca no nível T4 para maximizar a eficácia e reduzir a incidência de sudorese compensatória grave, comum em níveis mais altos.
A simpatectomia videotoracoscópica é o tratamento definitivo para hiperidrose primária refratária. A fisiopatologia da hiperidrose envolve uma hiperatividade do sistema nervoso simpático. A técnica cirúrgica evoluiu para ser o mais seletiva possível. Para hiperidrose palmar, o nível T3 é comum; para axilar, o nível T4 é o padrão. A taxa de sucesso para axila é alta, mas ligeiramente inferior à da palma. A satisfação do paciente depende diretamente da intensidade da sudorese compensatória. Estudos mostram que a secção em T4 reduz significativamente a gravidade dessa compensação em comparação com T3. Complicações como hemotórax, pneumotórax e dor intercostal crônica são raras devido ao refinamento da técnica minimamente invasiva.
Para o tratamento da hiperidrose axilar isolada, o consenso atual recomenda a simpatectomia ou simpaticotomia no nível de T4 (seccionando a cadeia sobre a 4ª e 5ª costelas). Níveis mais altos, como T2 ou T3, estão associados a uma taxa inaceitavelmente alta de hiperidrose compensatória severa sem ganho adicional de eficácia para a axila.
É o aumento do suor em áreas do corpo que não suavam excessivamente antes da cirurgia, como dorso, abdome e coxas. É a principal causa de insatisfação pós-operatória. Embora ocorra em algum grau na maioria dos pacientes, a forma severa é minimizada pela preservação dos gânglios superiores (T2).
A lesão inadvertida do gânglio estrelado (ou manipulação excessiva de T2) pode resultar na Síndrome de Claude-Bernard-Horner, caracterizada por ptose palpebral, miose, enoftalmia e anidrose facial ipsilateral. Por isso, a cirurgia para hiperidrose axilar é mantida em níveis mais baixos.
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