HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2016
Paciente de 15 anos procura médico em serviço de ginecologia e refere vida sexual ativa com único parceiro, solicitando anticoncepcional. Após a consulta, a mãe procura o médico para saber se a filha é virgem. A ética médica determina que o médico
Sigilo médico é inquebrável, mesmo com menores, exceto em risco iminente à vida ou consentimento do paciente.
O sigilo profissional é um pilar da ética médica, protegendo a autonomia do paciente e a confiança na relação médico-paciente. Mesmo em pacientes menores de idade, a confidencialidade deve ser mantida, especialmente em assuntos sensíveis como a vida sexual, a menos que haja risco grave e iminente à vida do paciente ou de terceiros, ou com o consentimento explícito do paciente.
O sigilo médico é um dos pilares da prática médica e um direito fundamental do paciente, garantido pelo Código de Ética Médica. Em casos envolvendo adolescentes, a questão da confidencialidade ganha nuances importantes, pois o desenvolvimento da autonomia do jovem deve ser respeitado. A capacidade de um adolescente tomar decisões sobre sua própria saúde, especialmente em temas sensíveis como sexualidade, é progressiva e deve ser avaliada pelo profissional. Manter o sigilo com o adolescente fortalece a relação de confiança, incentivando-o a procurar ajuda médica sem medo de represálias ou julgamentos. Isso é vital para a prevenção de doenças, adesão a tratamentos e promoção da saúde mental. Apenas em situações de risco iminente à vida ou à integridade física do paciente ou de terceiros, o sigilo pode ser flexibilizado, sempre com a máxima cautela e buscando o menor dano possível. Para residentes, compreender esses limites éticos é crucial para uma prática profissional responsável e humanizada, evitando conflitos e garantindo o bem-estar do paciente. É importante lembrar que a comunicação clara e empática com o adolescente e seus responsáveis, quando apropriado, pode mitigar muitas situações de conflito sem comprometer o sigilo.
O sigilo médico pode ser quebrado em relação a um adolescente apenas em situações de risco iminente à sua vida ou à vida de terceiros, ou quando o próprio adolescente autoriza a divulgação de informações. A decisão deve ser cuidadosamente ponderada pelo médico.
A autonomia do adolescente é crucial para construir uma relação de confiança com o médico, incentivando a busca por cuidados de saúde e a adesão ao tratamento. Respeitar sua privacidade e capacidade de decisão é fundamental para seu desenvolvimento e bem-estar.
O Código de Ética Médica estabelece que o médico deve guardar sigilo sobre todas as informações obtidas na relação médico-paciente, incluindo as de menores. A quebra do sigilo é exceção, não regra, e deve ser justificada por motivos éticos e legais muito específicos.
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