SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2018
Um paciente vai a óbito, e a seguradora privada solicita informações sobre as circunstâncias da morte ao médico assistente. Considerando isso, assinale a alternativa correta.
Médico assistente → informações pós-óbito para seguradora = ater-se à Declaração de Óbito.
O sigilo médico persiste mesmo após o óbito do paciente. O médico assistente deve se limitar às informações contidas na Declaração de Óbito ao responder a solicitações de seguradoras, a menos que haja autorização judicial ou dos herdeiros legais para informações adicionais.
O sigilo médico é um dos pilares da relação médico-paciente e um princípio fundamental da ética médica, garantindo a confiança e a liberdade do paciente em compartilhar informações sensíveis. Este dever de confidencialidade não se encerra com o óbito do paciente, mas se mantém para proteger a memória e a privacidade do falecido, bem como os interesses de seus familiares. A Declaração de Óbito (DO) é o documento oficial que atesta a morte e contém informações essenciais sobre a causa e as circunstâncias do falecimento. Para fins de seguradoras ou outras instituições, o médico assistente está legalmente e eticamente limitado a fornecer apenas as informações contidas neste documento. Qualquer solicitação de dados adicionais do prontuário médico requer autorização formal dos herdeiros legais ou uma ordem judicial específica. É crucial que o médico esteja ciente das diretrizes do Código de Ética Médica e da legislação vigente para evitar infrações éticas e legais. A proteção do sigilo médico, mesmo post-mortem, reforça a integridade da profissão e a confiança pública na medicina, sendo um ponto de atenção constante na prática clínica, especialmente em situações que envolvem terceiros interessados.
Sim, o sigilo médico é um dever profissional que se estende mesmo após o falecimento do paciente, protegendo a privacidade e a dignidade do indivíduo.
O médico assistente deve se ater exclusivamente às informações que constam na Declaração de Óbito, que é um documento público e padronizado.
Informações adicionais podem ser fornecidas apenas mediante autorização expressa dos familiares diretos (cônjuge, filhos, pais) ou por determinação judicial, respeitando sempre o Código de Ética Médica.
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