Sigilo Médico: Exceções e o Código de Ética

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021

Enunciado

De acordo com o Código de Ética Médica (2010), é vedado ao médico revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por situações que envolvam:

Alternativas

  1. A) falecimento do paciente;
  2. B) conhecimento público dos fatos;
  3. C) investigação de suspeita de crime;
  4. D) inadimplência do paciente;
  5. E) consentimento por escrito do paciente.

Pérola Clínica

Sigilo médico é vedado, salvo por justa causa, dever legal ou consentimento expresso do paciente.

Resumo-Chave

O sigilo médico é um pilar fundamental da relação médico-paciente, sendo vedada a revelação de fatos de que o médico tenha conhecimento em virtude de sua profissão. As exceções a essa regra são estritamente definidas e incluem justa causa, dever legal ou consentimento expresso e por escrito do paciente.

Contexto Educacional

O sigilo médico é um dos pilares da relação de confiança entre médico e paciente, essencial para a prática da medicina. Ele está previsto no Código de Ética Médica (CEM) e em diversas legislações, garantindo que as informações confidenciais obtidas durante o exercício profissional não sejam divulgadas. A regra geral é a vedação da revelação de qualquer fato de que o médico tenha conhecimento em virtude de sua profissão. No entanto, o próprio CEM estabelece exceções claras para essa regra, que são: justa causa (quando a manutenção do sigilo pode causar dano a terceiros ou à coletividade), dever legal (como a notificação compulsória de doenças ou crimes) e, crucialmente, o consentimento expresso e por escrito do paciente. É fundamental que o médico compreenda profundamente essas exceções para agir de forma ética e legalmente correta. A quebra indevida do sigilo pode acarretar sanções éticas e legais, enquanto a manutenção do sigilo em situações que exigem sua quebra pode ter consequências graves para a saúde pública ou para a segurança de indivíduos. A decisão de quebrar o sigilo deve ser sempre ponderada e justificada.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais exceções à regra do sigilo médico?

As principais exceções à regra do sigilo médico são: justa causa (para proteger a vida ou a saúde de terceiros), dever legal (como notificação compulsória de doenças) e consentimento expresso e por escrito do paciente ou de seu representante legal.

O sigilo médico se mantém após a morte do paciente?

Sim, o sigilo médico se mantém mesmo após a morte do paciente. A revelação de informações post-mortem só é permitida em situações específicas, como por dever legal, justa causa ou com autorização de herdeiros legais, dependendo da legislação e interpretação ética.

O que significa 'justa causa' para a quebra do sigilo médico?

'Justa causa' refere-se a situações em que a manutenção do sigilo pode causar dano maior a terceiros ou à sociedade, como em casos de doenças transmissíveis de notificação compulsória ou quando há risco iminente à vida de alguém. A decisão deve ser tomada com cautela e responsabilidade.

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