HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2017
Mulher, 15 anos de idade procurou a médica de família, na ausência de um responsável, com queixa de um corrimento fétido, esverdeado, pruriginoso. Relatou quando questionada, relata atividade sexual com o namorado sem o conhecimento dos progenitores. A conduta da médica foi:
Adolescente >12 anos com IST → sigilo médico garantido e tratamento imediato, mesmo sem pais.
A autonomia do adolescente na saúde sexual e reprodutiva é um direito fundamental. Em casos de IST, o tratamento deve ser imediato, e o sigilo profissional é crucial para garantir o acesso e a adesão ao cuidado, independentemente da presença dos pais.
A saúde do adolescente é um campo complexo que exige uma abordagem sensível e ética, especialmente em questões de saúde sexual e reprodutiva. A garantia do sigilo médico e o respeito à autonomia do adolescente são pilares fundamentais para assegurar o acesso e a adesão aos serviços de saúde, prevenindo complicações e promovendo o bem-estar. Legalmente, no Brasil, adolescentes a partir de 12 anos possuem capacidade de discernimento para decidir sobre sua saúde sexual e reprodutiva. Isso significa que podem buscar atendimento para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ou contracepção sem a necessidade de autorização ou presença dos pais, sendo o sigilo profissional um direito inalienável. A queixa de corrimento fétido, esverdeado e pruriginoso é altamente sugestiva de tricomoníase ou vaginose bacteriana, ambas tratáveis com metronidazol. A conduta correta envolve não apenas o tratamento medicamentoso (metronidazol para a IST, anticoncepcional e preservativos para contracepção e prevenção de novas ISTs), mas também o aconselhamento e a garantia do sigilo. Negar atendimento ou exigir a presença dos pais pode levar ao abandono do tratamento, perpetuação da infecção e riscos à saúde da adolescente, além de violar seus direitos.
O sigilo médico é crucial para garantir que adolescentes busquem atendimento de saúde, especialmente em questões sensíveis como saúde sexual e reprodutiva, sem medo de represálias ou julgamentos, promovendo a adesão ao tratamento.
No Brasil, adolescentes a partir de 12 anos têm autonomia para decidir sobre sua saúde sexual e reprodutiva, podendo ser atendidos e tratados para ISTs sem a necessidade de autorização ou presença dos pais, garantindo o sigilo.
Corrimento fétido e esverdeado sugere tricomoníase ou vaginose bacteriana. O tratamento inicial inclui metronidazol, além de aconselhamento sobre preservativos e contracepção, se indicado.
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