FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 14 anos, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. No momento da consulta, está desacompanhada e menciona que quer começar a usar anticoncepcional, pois pretende ter relações sexuais com o namorado, de 18 anos. No que diz respeito à conduta médica, a abordagem mais adequada é:
Adolescente > 12 anos tem autonomia para decidir sobre sua saúde sexual, garantindo sigilo médico.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código de Ética Médica garantem o direito ao sigilo e à autonomia do adolescente maior de 12 anos para decidir sobre sua saúde, incluindo a prescrição de métodos contraceptivos, sem a necessidade de consentimento dos pais ou responsáveis, salvo em situações de risco iminente.
A atenção à saúde do adolescente é uma área sensível que exige do profissional de saúde o conhecimento da legislação e dos princípios éticos que regem a prática médica. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código de Ética Médica garantem a autonomia e o direito ao sigilo para adolescentes maiores de 12 anos em questões de saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva. Isso significa que um adolescente pode buscar e receber atendimento médico, incluindo a prescrição de métodos contraceptivos, sem a necessidade de autorização ou conhecimento dos pais ou responsáveis, salvo em situações de risco iminente à vida ou à saúde. A conduta médica adequada, nesse cenário, envolve acolhimento, escuta qualificada e orientação completa. É crucial que o profissional de saúde estabeleça uma relação de confiança com o adolescente, fornecendo informações claras e baseadas em evidências sobre os métodos contraceptivos disponíveis, seus riscos e benefícios, e, fundamentalmente, sobre a importância do uso de preservativos para a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), mesmo com o uso de anticoncepcionais. A prescrição do anticoncepcional deve ser feita após uma avaliação clínica adequada, considerando o histórico de saúde da paciente. A confidencialidade é um pilar dessa abordagem, assegurando que o adolescente se sinta seguro para buscar ajuda e tomar decisões informadas sobre seu próprio corpo e sua saúde.
Sim, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código de Ética Médica, adolescentes maiores de 12 anos têm direito ao sigilo e à confidencialidade em suas consultas, especialmente em questões de saúde sexual e reprodutiva.
Não, para adolescentes maiores de 12 anos, o consentimento dos pais não é obrigatório para a prescrição de métodos contraceptivos, a menos que haja risco iminente à vida ou à saúde do adolescente e a comunicação com os pais seja essencial para a intervenção.
A orientação sobre o uso de preservativos é fundamental, pois o anticoncepcional previne a gravidez, mas não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O uso combinado é a melhor estratégia para uma saúde sexual completa.
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