Sigilo Médico do Adolescente: Ética e Limites da Revelação

HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023

Enunciado

Segundo o Código de Ética Médica vigente no Brasil:

Alternativas

  1. A) O médico deve sempre revelar, aos pais ou representantes legais, sigilo profissional relacionado a paciente criança.
  2. B) O médico deve sempre revelar, aos pais ou representantes legais, sigilo profissional relacionado a paciente adolescente.
  3. C) É vedado ao médico revelar sigilo profissional relacionado a paciente adolescente, mesmo que esse não tenha capacidade de discernimento.
  4. D) O médico deve revelar, aos pais ou representantes legais, sigilo profissional relacionado a paciente adolescente quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente

Pérola Clínica

Sigilo adolescente: revelar aos pais SÓ se a não revelação causar dano ao paciente.

Resumo-Chave

O Código de Ética Médica protege o sigilo do adolescente, mas prioriza a segurança, permitindo a revelação aos pais ou responsáveis legais apenas quando a omissão da informação possa gerar dano ao próprio paciente.

Contexto Educacional

O sigilo profissional é um pilar fundamental da relação médico-paciente, garantindo a confiança e a liberdade para o paciente buscar auxílio. No contexto de pacientes adolescentes, essa questão se torna mais complexa, pois envolve a autonomia crescente do jovem e o direito dos pais ou responsáveis legais de zelar por sua saúde e bem-estar. O Código de Ética Médica (CEM) brasileiro estabelece diretrizes claras para equilibrar esses direitos. A fisiopatologia, neste caso, não se aplica diretamente, mas a compreensão do desenvolvimento psicossocial do adolescente é crucial. Adolescentes estão em fase de formação de identidade e buscam maior independência, o que impacta sua relação com o sigilo. O médico deve avaliar a capacidade de discernimento do adolescente para tomar decisões sobre sua saúde. A quebra do sigilo sem justificativa pode comprometer a confiança e afastar o adolescente do cuidado médico, gerando um risco indireto à sua saúde. O tratamento, ou melhor, a conduta ética, exige do médico sensibilidade e julgamento clínico. A regra geral é manter o sigilo do adolescente. A exceção ocorre quando a não revelação da informação aos pais ou responsáveis possa acarretar dano ao próprio paciente, como risco de vida, abuso ou situações que exijam intervenção imediata para proteger sua saúde. Nesses casos, a revelação é uma medida protetiva, sempre buscando o melhor interesse do adolescente e, se possível, com sua participação na decisão.

Perguntas Frequentes

Quando o médico pode quebrar o sigilo de um paciente adolescente?

O médico pode quebrar o sigilo de um paciente adolescente e revelar informações aos pais ou representantes legais apenas quando a não revelação possa acarretar dano ao próprio paciente, conforme o Código de Ética Médica.

Qual a importância da autonomia do adolescente no sigilo médico?

A autonomia do adolescente é um princípio ético importante, reconhecendo sua capacidade crescente de discernimento. O médico deve buscar o consentimento do adolescente para compartilhar informações, sempre que possível, e respeitar sua privacidade.

O que o Código de Ética Médica diz sobre o sigilo em pacientes menores de idade?

Para pacientes menores de idade, o Código de Ética Médica estabelece que o sigilo deve ser mantido, mas a decisão de revelação aos pais ou responsáveis deve ponderar o melhor interesse do paciente e a possibilidade de dano, especialmente em adolescentes.

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