UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 16 anos, comparece sozinha à consulta médica com queixa de atraso menstrual e dúvida sobre métodos contraceptivos. Ela pede que as informações discutidas na consulta sejam mantidas em sigilo. Ao revisar a história, você descobre que ela tem vida sexual ativa há 1 ano e utiliza preservativo de forma irregular. Você oferece a realização de um gesta-teste imediato na UBS, a paciente aceita e o teste confirma que ela não está grávida. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta quanto ao sigilo e à comunicação com os responsáveis.
Adolescente tem direito ao sigilo médico, exceto risco de vida/abuso; orientar sobre saúde sexual é fundamental.
O sigilo médico para adolescentes é um direito fundamental, garantido pelo Código de Ética Médica e pelo ECA, promovendo a autonomia progressiva. O médico deve orientar sobre saúde sexual e reprodutiva, quebrando o sigilo apenas em situações de risco iminente à vida ou suspeita de abuso.
O atendimento médico a adolescentes, especialmente em temas sensíveis como saúde sexual e reprodutiva, exige uma compreensão aprofundada dos princípios éticos e legais que regem o sigilo profissional e a autonomia do paciente. No Brasil, o Código de Ética Médica (CEM) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem ao adolescente o direito ao sigilo e à autonomia progressiva, reconhecendo sua capacidade de tomar decisões sobre sua própria saúde. É fundamental que o profissional de saúde crie um ambiente de confiança para que o adolescente se sinta à vontade para expressar suas dúvidas e preocupações. A autonomia progressiva significa que, à medida que o adolescente amadurece, sua capacidade de decidir sobre sua saúde deve ser respeitada. Em questões de contracepção, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, o sigilo é a regra, e a comunicação com os pais ou responsáveis só deve ocorrer com o consentimento do adolescente ou em situações excepcionais. As exceções ao sigilo incluem risco iminente de vida para o adolescente ou terceiros, ou suspeita de abuso físico, sexual ou negligência, casos em que a quebra do sigilo visa proteger o menor e deve ser feita com cautela e responsabilidade. A conduta correta do médico envolve acolher o adolescente, oferecer informações claras e completas sobre métodos contraceptivos, prevenção de ISTs e outros aspectos da saúde sexual, e garantir que o sigilo será mantido. A orientação deve ser imparcial e baseada em evidências científicas, capacitando o adolescente a fazer escolhas informadas. A quebra do sigilo sem justificativa ética ou legal pode comprometer a relação médico-paciente e afastar o adolescente dos serviços de saúde, com graves consequências para sua saúde e bem-estar.
Sim, o sigilo médico se aplica a adolescentes, especialmente em questões de saúde sexual e reprodutiva, conforme o Código de Ética Médica e o Estatuto da Criança e do Adolescente, respeitando sua autonomia progressiva.
O sigilo pode ser quebrado em situações de risco iminente à vida do adolescente ou de terceiros, ou em casos de suspeita de abuso físico, sexual ou negligência, visando proteger o menor.
Garantir o sigilo é crucial para construir confiança, incentivar o adolescente a buscar ajuda e discutir abertamente suas preocupações de saúde, promovendo o acesso a informações e cuidados essenciais, especialmente em temas sensíveis como sexualidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo