Ética e Sigilo Médico no Atendimento ao Adolescente

Faculdade de Medicina de Marília — Prova 2026

Enunciado

Adolescente, sexo feminino, 15 anos de idade, veio à Unidade Básica de Saúde (UBS) acompanhada de uma prima para consulta de rotina. Ela entra na consulta sozinha para atendimento. Tem antecedente de asma e faz uso de corticoide inalatório em baixa dose associado a beta-2 de longa ação de forma contínua (formoterol 6 mcg + budesonida 200 mcg de 12 em 12 horas). Ela refere preocupação com tosse iniciada há uma semana, sem coriza ou febre. Ao questionar possíveis desencadeantes para a tosse, ela conta que tudo começou após fumar um cigarro de maconha na casa de um amigo há uma semana. Diz que foi uma única vez e que não pretende repetir, justamente por causa dessa tosse. Ela só demonstra preocupação com a reação dos pais se soubessem do evento e pede que essas informações não sejam compartilhadas com eles. Do ponto de vista ético, qual deve ser a conduta neste caso?

Alternativas

  1. A) Quebrar o sigilo e comunicar os pais sobre o uso de drogas, pois essa atitude comprometeu o controle de doença crônica (asma).
  2. B) Fazer o atendimento médico normalmente e, após liberação do paciente, fazer relatório ao Conselho Tutelar, por se tratar de crime (drogas ilícitas).
  3. C) Garantir o atendimento e o sigilo, orientando os males dessa prática e prescrevendo medicação pertinente ao tratamento da tosse.
  4. D) Solicitar a convocação dos pais e aguardar o comparecimento deles antes de prosseguir com o atendimento.

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