UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Você está no seu consultório médico, em atendimento a um adolescente de 15 anos, no meio da consulta o mesmo pede para a sua mãe sair do consultório pois ele gostaria de falar a sós com o pediatra. Ele conta ao pediatra que manteve relação com a sua namorada e acha que ela pode estar grávida e gostaria de orientação, o que você legalmente deve fazer:
O sigilo médico com adolescentes é fundamental, mesmo sendo menores de idade, para garantir confiança e acesso à saúde.
A confidencialidade é um pilar essencial na consulta com adolescentes, mesmo que menores de idade. O médico deve respeitar o sigilo sobre informações sensíveis, como a vida sexual, para promover a autonomia e a confiança do paciente, incentivando-o a buscar ajuda e orientação.
A consulta com adolescentes exige uma abordagem ética e legal diferenciada, especialmente no que tange ao sigilo médico. Embora sejam menores de idade, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código de Ética Médica reconhecem a progressiva autonomia do adolescente, garantindo-lhes o direito à confidencialidade em questões sensíveis, como saúde sexual e reprodutiva. Este é um ponto crucial para o residente, pois a quebra do sigilo pode comprometer a confiança e o acesso do adolescente aos serviços de saúde. No cenário apresentado, o adolescente de 15 anos busca orientação sobre uma possível gravidez da namorada, uma questão de saúde sexual que se enquadra no direito à confidencialidade. O médico deve, portanto, manter o sigilo sobre o que foi discutido, mesmo diante de questionamentos da mãe. A manutenção do sigilo é fundamental para construir uma relação de confiança, permitindo que o adolescente se sinta seguro para expressar suas preocupações e buscar ajuda. Quebrar o sigilo, seja contando à mãe ou chamando os pais sem o consentimento do adolescente, seria uma violação ética e legal. O papel do médico é orientar o adolescente, oferecer apoio e, se possível, incentivá-lo a conversar com os pais, mas a decisão final de compartilhar a informação deve ser do próprio adolescente. A alternativa correta reflete a importância inegociável do sigilo médico na prática pediátrica com adolescentes.
Sim, o Código de Ética Médica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem o direito do adolescente à confidencialidade, especialmente em questões de saúde sexual e reprodutiva, para promover sua autonomia e acesso aos serviços de saúde.
O sigilo pode ser quebrado em situações de risco iminente à vida do adolescente ou de terceiros, ou quando há suspeita de abuso ou negligência, sempre buscando o menor prejuízo e o melhor interesse do paciente.
O médico deve explicar aos pais, de forma geral, a importância da privacidade para o adolescente e incentivá-los a apoiar a autonomia do filho, sem revelar detalhes da consulta, a menos que o próprio adolescente autorize ou haja risco grave.
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