HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2020
Uma paciente de 17 anos procura ginecologista para solicitar anticoncepção, uma vez que tem relações sexuais com o namorado há alguns meses. Após a consulta, a mãe liga para o médico querendo saber detalhes da consulta, inclusive saber se a filha ainda é virgem. Segundo o código de ética medica o médico:
O sigilo médico é absoluto, mesmo para adolescentes, respeitando a autonomia e privacidade do paciente.
O Código de Ética Médica garante o sigilo profissional, que se estende a pacientes adolescentes. A autonomia do paciente, mesmo menor de idade, deve ser respeitada, e informações confidenciais não podem ser divulgadas a terceiros, incluindo pais, sem o consentimento do paciente.
O sigilo médico é um pilar fundamental da relação médico-paciente e um preceito inabalável do Código de Ética Médica. Ele garante que todas as informações obtidas durante a consulta sejam confidenciais, promovendo a confiança e a liberdade do paciente em compartilhar detalhes íntimos sobre sua saúde. Essa prerrogativa se estende aos pacientes adolescentes, que, embora menores de idade, possuem direito à privacidade e à autonomia em decisões que afetam sua saúde, especialmente em temas sensíveis como sexualidade e anticoncepção. A capacidade de discernimento do adolescente é um fator-chave. Se o adolescente demonstra maturidade para compreender a natureza e as consequências de suas decisões de saúde, o médico deve respeitar sua confidencialidade. A quebra do sigilo sem o consentimento do paciente só é justificável em situações excepcionais, como risco iminente de vida ou por ordem judicial, sempre com a devida ponderação ética e legal. Portanto, no caso apresentado, o médico não pode relatar detalhes da consulta à mãe sem a permissão da filha. A manutenção do sigilo é essencial para construir uma relação de confiança com o paciente adolescente, incentivando-o a buscar cuidados de saúde e a aderir às orientações médicas, sem o receio de que suas informações sejam divulgadas.
Sim, o sigilo médico se aplica a pacientes menores de idade que possuem capacidade de discernimento para tomar decisões sobre sua saúde, especialmente em temas sensíveis como sexualidade e anticoncepção.
O sigilo pode ser quebrado em situações de risco iminente à vida do paciente ou de terceiros, ou por determinação judicial, sempre com a devida justificativa ética e legal.
A autonomia do adolescente é crucial para estabelecer uma relação de confiança com o médico, incentivando a busca por cuidados de saúde e a adesão ao tratamento, sem o receio de que suas informações sejam divulgadas.
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