INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma mulher com 23 anos de idade é atendida em consulta médica e relata ter realizado teste rápido (TR) para sífilis porque seu companheiro foi diagnosticado com a doença. Ela refere não apresentar qualquer sintoma. O resultado do teste rápido foi positivo (reagente). Com relação a esse caso, a conduta a ser adotada é solicitar
Teste rápido sífilis (+) em assintomática + parceiro com sífilis → Teste não treponêmico + Tratar como sífilis latente tardia.
Um teste rápido (treponêmico) positivo indica contato com Treponema pallidum, mas não diferencia infecção ativa de cicatriz sorológica. Em caso de parceiro com sífilis e paciente assintomática, é essencial realizar um teste não treponêmico (RPR/VDRL) para avaliar a atividade da doença e iniciar o tratamento, geralmente para sífilis latente tardia devido à incerteza do tempo de infecção.
A sífilis é uma IST de grande relevância em saúde pública, e seu diagnóstico e manejo corretos são essenciais para controlar a transmissão e prevenir complicações. O diagnóstico baseia-se em testes sorológicos, que são divididos em treponêmicos (como o teste rápido e o TTPA) e não treponêmicos (como o RPR e o VDRL). Um teste rápido positivo (treponêmico) indica que a pessoa teve contato com a bactéria Treponema pallidum em algum momento da vida, mas não diferencia uma infecção ativa de uma infecção passada e já tratada. Em uma paciente assintomática com parceiro diagnosticado com sífilis, a positividade do teste rápido sugere uma infecção atual ou recente. Nesses casos, é imperativo realizar um teste não treponêmico (RPR ou VDRL) para avaliar a atividade da doença e determinar o título, que guiará o tratamento e o monitoramento. Como a paciente é assintomática e o tempo de infecção é incerto (não se sabe há quanto tempo o parceiro está infectado ou quando ela foi exposta), a conduta mais segura é tratar como sífilis latente tardia ou de duração indeterminada. O tratamento padrão é com penicilina G benzatina em 3 doses semanais. O monitoramento com testes não treponêmicos é fundamental para avaliar a resposta terapêutica.
Testes treponêmicos (como o teste rápido e TTPA) detectam anticorpos específicos contra Treponema pallidum e permanecem reagentes por toda a vida. Testes não treponêmicos (RPR, VDRL) detectam anticorpos inespecíficos e seus títulos refletem a atividade da doença, sendo usados para diagnóstico, monitoramento e avaliação de cura.
O teste rápido positivo indica exposição prévia ou atual à sífilis. O teste não treponêmico é crucial para determinar se a infecção está ativa, qual o estágio provável (pelo título) e para monitorar a resposta ao tratamento.
O esquema recomendado é penicilina G benzatina 2.400.000 UI IM, administrada em 3 doses, com intervalo de uma semana entre as doses, totalizando 7.200.000 UI.
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