Sífilis: Conduta Após Teste Rápido Positivo em Parceira

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Uma mulher com 23 anos de idade é atendida em consulta médica e relata ter realizado teste rápido (TR) para sífilis porque seu companheiro foi diagnosticado com a doença. Ela refere não apresentar qualquer sintoma. O resultado do teste rápido foi positivo (reagente). Com relação a esse caso, a conduta a ser adotada é solicitar

Alternativas

  1. A) tratamento da paciente com esquema para sífilis secundária, não havendo necessidade de realização de outro teste.
  2. B) teste treponêmico e aguardar o resultado antes de iniciar tratamento da paciente.
  3. C) teste não treponêmico e tratar a paciente com esquema de sífilis latente tardia.
  4. D) teste de rastreamento para HIV e tratar a paciente com esquema para sífilis primária.

Pérola Clínica

Teste rápido sífilis (+) em assintomática + parceiro com sífilis → Teste não treponêmico + Tratar como sífilis latente tardia.

Resumo-Chave

Um teste rápido (treponêmico) positivo indica contato com Treponema pallidum, mas não diferencia infecção ativa de cicatriz sorológica. Em caso de parceiro com sífilis e paciente assintomática, é essencial realizar um teste não treponêmico (RPR/VDRL) para avaliar a atividade da doença e iniciar o tratamento, geralmente para sífilis latente tardia devido à incerteza do tempo de infecção.

Contexto Educacional

A sífilis é uma IST de grande relevância em saúde pública, e seu diagnóstico e manejo corretos são essenciais para controlar a transmissão e prevenir complicações. O diagnóstico baseia-se em testes sorológicos, que são divididos em treponêmicos (como o teste rápido e o TTPA) e não treponêmicos (como o RPR e o VDRL). Um teste rápido positivo (treponêmico) indica que a pessoa teve contato com a bactéria Treponema pallidum em algum momento da vida, mas não diferencia uma infecção ativa de uma infecção passada e já tratada. Em uma paciente assintomática com parceiro diagnosticado com sífilis, a positividade do teste rápido sugere uma infecção atual ou recente. Nesses casos, é imperativo realizar um teste não treponêmico (RPR ou VDRL) para avaliar a atividade da doença e determinar o título, que guiará o tratamento e o monitoramento. Como a paciente é assintomática e o tempo de infecção é incerto (não se sabe há quanto tempo o parceiro está infectado ou quando ela foi exposta), a conduta mais segura é tratar como sífilis latente tardia ou de duração indeterminada. O tratamento padrão é com penicilina G benzatina em 3 doses semanais. O monitoramento com testes não treponêmicos é fundamental para avaliar a resposta terapêutica.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre testes treponêmicos e não treponêmicos para sífilis?

Testes treponêmicos (como o teste rápido e TTPA) detectam anticorpos específicos contra Treponema pallidum e permanecem reagentes por toda a vida. Testes não treponêmicos (RPR, VDRL) detectam anticorpos inespecíficos e seus títulos refletem a atividade da doença, sendo usados para diagnóstico, monitoramento e avaliação de cura.

Por que é necessário um teste não treponêmico após um teste rápido positivo?

O teste rápido positivo indica exposição prévia ou atual à sífilis. O teste não treponêmico é crucial para determinar se a infecção está ativa, qual o estágio provável (pelo título) e para monitorar a resposta ao tratamento.

Qual o esquema de tratamento para sífilis latente tardia ou de duração indeterminada?

O esquema recomendado é penicilina G benzatina 2.400.000 UI IM, administrada em 3 doses, com intervalo de uma semana entre as doses, totalizando 7.200.000 UI.

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